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PF deflagra mais uma etapa da Operação Acrônimo, cujo alvo principal é o petista Pimentel

21 de outubro de 2016

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Nova fase teve como base informações da delação premiada de Danielle Fontenelle, proprietária da agência Pepper; agência prestava serviços ao PT e pode ter como sócia mulher do governador petista

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (21/10) a 10ª fase da Operação Acrônimo, cujo alvo principal é o governador Fernando Pimentel , do PT. A nova etapa da Acrônimo teve como base as informações da delação premiada de Danielle Fontenelle, da agência Pepper, que prestava serviços ao PT. Em seus depoimentos, Danielle relatou que foi pago R$ 1,5 milhão em caixa 2 para a campanha ao Senado de Fernando Pimentel, em 2010. A delação foi acertada com a Justiça em março deste ano.

Por ordem do ministro Herman Benjamin, relator da Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. A PF esteve no Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte (Setrabh ), Camter Construções e Empreendimentos, Egesa engenharia S/A e ECB empresa Construtora do Brasil.

De acordo com outra delação premiada, a do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, operador da campanha de Pimentel ao governo de Minas, as empresas de transporte coletivo de Belo Horizonte fizeram doações ilegais ao petista em 2014.

Operação Acrônimo

Deflagrada em 2015, a Operação Acrônimo apura irregularidades no financiamento e na prestação de contas ocorridas na campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas em 2014. Em função dessas irregularidades, o petista foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal investiga também suspeitas de favorecimento a empresas com isenções fiscais e empréstimos do BNDES, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, durante o período em que o petista foi ministro.

Atualmente, Fernando Pimentel responde a processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção passiva.