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Governador Fernando Pimentel foge de depoimento à PF e é indiciado por corrupção e outros quatro crimes

11 de abril de 2016

Petista é alvo da Operação Acrônimo que investiga recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o BNDES

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, foi indiciado pela Polícia Federal, após fugir da raia e faltar a depoimento marcado para a última sexta-feira (08/04) para se explicar na Operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro e tráfico de influência no BNDES e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

A Polícia Federal considera que há indícios de que o governador mineiro cometeu pelo menos cinco crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência e falsidade ideológica eleitoral. O indiciamento já havia sido autorizado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça. Confira detalhes AQUI.

Agora, caberá à Procuradoria Geral da República definir se Pimentel deve ou não ser denunciado à Justiça. Se a Justiça aceitar a denúncia, Pimentel se tornará réu em uma ação penal e poderá inclusive ser afastado do cargo.

A operação Acrônimo investiga a atuação de Pimentel e parceiros em lavagem de dinheiro no BNDES e benefícios fiscais do Ministério do Desenvolvimento. Ele foi ministro no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Entre os investigados estão sua mulher, Carolina Oliveira, e seu amigo Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, suspeito de ser o operador do esquema.

A empresária Danielle Fonteles, sócia da agência Pepper Interativa, que também é investigada na Operação Acrônimo, está negociando acordo de delação premiada, na qual dá detalhes sobre a participação do governador petista no esquema de corrupção. Clique AQUI para ver mais detalhes.

Confira matéria da revista ÉPOCA sobre o assunto:

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Título - Época

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INDICIADO Para a PF, há indícios de que Pimentel cometeu crimes (Foto: Silvia Costanti/Valor)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), faltou ao depoimento marcado para sexta-feira (8) na Polícia Federal para se explicar na operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro e tráfico de influência no BNDES e Ministério do Desenvolvimento e foi indiciado pela PF.

Isso significa que, para a Polícia Federal, há indícios de que o governador cometeu crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O indiciamento já havia sido autorizado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça. Caberá ao Ministério Público Federal definir se Pimentel deve ou não ser denunciado.

A operação Acrônimo investiga a atuação de Pimentel e parceiros em lavagem de dinheiro no BNDES e benefícios fiscais do Ministério do Desenvolvimento. Ele foi ministro no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Entre os investigados estão sua mulher, Carolina Oliveira, e seu amigo Benedito Rodrigues de Olvieira, o Bené, suspeito de ser o operador do esquema.

>>Quem é Bené, o empresário amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo
>>Os R$ 2 milhões da montadora Caoa para o operador de Pimentel

A empresária Danielle Fonteles, da agência Pepper, também é investigada e fez delação premiada.

Procurada, a defesa de Pimentel disse que ele só prestará depoimento quando tiver acesso à integra da documentação. “Esse é um procedimento sigiloso e não posso dar mais informações. Ele tem interesse em depor mas só irá fazer quando a defesa puder examinar todo o material disponível. Esse é um direito dele, segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, disse o advogado Eugênio Pacceli.

Veja repercussão em outros veículos de imprensa:

PF indicia Fernando Pimentel por corrupção (Estadão)

PF indicia Fernando Pimentel sob suspeita de corrupção e mais 3 crimes (Folha de S.Paulo)

Polícia Federal indicia governador Fernando Pimentel (G1)

Polícia Federal indicia governador Fernando Pimentel (O Tempo)

Fernando Pimentel é indiciado pela PF por corrupção (Estado de Minas)

Saiba mais sobre a Operação Acrônimo:

Em reportagem, Pimentel é acusado de operar esquema ilegal de financiamento de campanha

Fernando Pimentel e Carolina de Oliveira envolvidos em mais uma denúncia da Operação Lava Jato