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Governador Fernando Pimentel dá alto cargo para ex-prefeita ré por improbidade administrativa

17 de março de 2017

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Derrotada em Pedro Leopoldo nas últimas eleições, Eloísa Helena foi nomeada Secretária Adjunta de Cidades e Integração Regional. Ela é mais uma entre vários integrantes da gestão petista com problemas na Justiça

Derrotada em Pedro Leopoldo nas últimas eleições, Eloísa Helena foi nomeada Secretária Adjunta de Cidades e Integração Regional. Ela é mais uma entre vários integrantes da gestão petista com problemas na Justiça

Sob a gestão do PT, o governo de Minas Gerais está se transformando em um refúgio de candidatos derrotados nas eleições municipais do ano passado e também em políticos fichas-suja.

Na última quinta-feira (17/03), o governador Fernando Pimentel nomeou a ex-prefeita de Pedro Leopoldo, Eloísa Helena Carvalho Pereira, mais conhecida como “Eloísa de Tadeu”, do PMDB, para o cargo de Secretária de Estado Adjunta de Cidades e de Integração Regional. Candidata à reeleição nas eleições de 2016, ela foi derrotada e teve a metade dos votos do candidato vencedor.

Mas o que mais desabona a ex-prefeita Eloísa de Tadeu para o alto cargo que ganhou no governo petista é o fato dela ser ré em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual, que tramita atualmente na Justiça de Pedro Leopoldo. O marido dela, Ângelo Tadeu Viana Pereira, também é réu na mesma ação, conforme pode ser visto no print a seguir:

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Ângelo Tadeu também já foi prefeito de Pedro Leopoldo e, atualmente, é presidente do Diretório do PMDB do município. Em 2008, ele foi condenado a dois anos de prisão em outra ação,por ter levado da Prefeitura de Pedro Leopoldo, na região metropolitana, um arquivo de 361 caixas contendo documentos relativos às movimentações administrativas e financeiras do município do período compreendido entre 2001 e 2004, tais como empenhos, cadastros, orçamentos e até mesmo cadernos de medição de obras públicas.

Nova secretária passa a integrar “time” de investigados na Justiça

A ex-prefeita de Pedro Leopoldo recém-nomeada secretária-adjunta por Pimentel não é a única integrante da gestão do PT com problemas na Justiça – a começar pelo próprio governador, que responde atualmente a inquéritos no âmbito das operações Acrônimo, Zelotes e Lava Jato, da Polícia Federal, além de outro no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além de Pimentel, vários outros integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo petista estão sendo investigados em inquéritos judiciais. Apenas na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, são investigados os seguintes secretários e altos assessores do governador: Carolina Pimentel (mulher do governador e presidente do Serviço Voluntário de Assistência social do Estado), Eduardo Serrano (Secretário-Geral da Governadoria), Helvécio Guimarães (Secretário de Planejamento e Gestão), Marco Antônio Resende Teixeira (Secretário da Casa Civil) e Otílio Prado (assessor especial do governador). O ex-presidente a da Cemig, Mauro Borges, que deixou o governo recentemente também é investigado na mesma ação.

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