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Pensando o poder para poder

10 de março de 2020

Autor: Ângelo Perucci

A tempos que vivemos permeados pela necessidade exacerbada de uma reconstrução, não só política, mas de toda a sociedade. As manifestações de 2013 que ensejaram aos gritos por uma democracia que atendesse os anseios sociais, se perderam pela ineficiência de raciocínio lógico, o motivo. Será mesmo que fomos as ruas, empunhando bandeiras e palavras de ordem para atentar contra algo? O tempo passou, a insatisfação perpetuou e com ela o oportunismo em forma de discurso. É simples e complicado ao mesmo tempo. É necessário escutar as ruas para se dizer o que se pensa e defende. Não existe mais ideologia, distorceram a opinião popular e confundiram o verdadeiro sentido daquilo que se iniciou, “motivado” pelos dez centavos.

Os anos passaram, as pessoas se dividiram e com elas se foram a capacidade que mais define o homem como tal, a capacidade de pensar. Não se constrói uma sociedade digna, justa e fraterna consolidando o radicalismo, “nós contra eles”. Precisamos enquanto sociedade, debater, instruir, verticalizar a discursão elevando o conteúdo e os conceitos, mesmo que seja utópico, e não somente a voz, o rancor e o ódio.

“Não há país democrático do mundo que viva democracia plena em concordância plena. Aceite o contraditório, dialogue”.
Gov. SP, João Dória

Nossa sociedade está doente, e não consegue perceber o quão importante é o poder do diálogo e da aceitação. Não se constrói um futuro sem a devida atenção no presente, e sem entender a necessidade que incorpora a visão futurística baseada nas premissas fundamentais contemporâneas.

“O objetivo da educação totalitária nunca foi incutir convicções, mas destruir a capacidade de formar alguma”. Hannah Arendt

A segurança, a economia, o alto índice de desemprego é um problema a ser combatido e com veemência. Mas num plano teórico/prático e idealista racional, esse combate inicia-se através de uma educação de qualidade, onde as próximas gerações vislumbram o mundo ideal. Onde os presídios sejam apenas lugares ermos de um passado social triste, que evoluiu através da educação e percebeu que para se chegar ao sucesso, as pastas, tanto econômicas, de segurança e de fomento e incentivo social, passam integralmente e estruturalmente pela educacional, formalizando toda e qualquer atividade tema num plano de ação retórico, com qualidade e desempenho funcional em torno da evolução estratégica do sistema.

“Usufrua bem deste momento em que você está no “alto”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil

Contudo, tempos inférteis sobrevivem na esfera Federal, querem acabar com a democracia que os elegeram, distorcem a realidade e mantém o populismo de “arrobas”.

“Em um momento de estressamento das relações federativas, a agenda do diálogo se faz ainda mais necessária” Eduardo Leite, Gov. Rio Grande do Sul

O poder soberano está em cheque. Outrora respeitava-se, na modernice descumpre-se. O “rei” está nu, mas o pasto é grande e ainda lhe enxergam vestido. O crime de responsabilidade tem como sanção ao “reinado”, o impeachment. Porém, a “monarquia” das bananas ainda despreza o fundamento básico, democrático das instituições e sua independência, o “checks and balances”. Até quando?

Por Ângelo Perucci, presidente da JPSDB-MG