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Oposição quer esclarecimentos sobre abuso da PM em Ouro Preto a mando do governo Pimentel

26 de Abril de 2016

Comissão de Segurança Pública da ALMG vai realizar uma audiência pública

Comissão de Segurança Pública da ALMG vai realizar uma audiência pública

 

Deputado e representantes de associações militares foram impedidos de participar da solenidade da Medalha da Inconfidência; na ação, que afronta o Poder Legislativo, houve uso de gás lacrimogênio

Os deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais querem esclarecimentos por parte do comando da Polícia Militar sobre o abuso cometido pelos policiais por determinação do governo petista Fernando Pimentel em Ouro Preto, no último dia 21 de abril, durante a entrega da Medalha da Inconfidência. O pedido será encaminhado nesta terça-feira (26/04) para o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes.

Foi aprovada também, na tarde desta segunda-feira na Comissão de Segurança Pública, a realização de uma audiência pública. De autoria do deputado Sargento Rodrigues, o requerimento solicita que representantes do comando da PM expliquem os motivos da agressão e o exagerado aparato policial dispensado ao evento.

Sem qualquer justificativa plausível, agentes da Polícia Militar utilizaram spray de gás lacrimogênio para impedir o acesso do deputado Sargento Rodrigues, de representantes dos servidores da segurança pública do estado e de cidadãos comuns à Praça Tiradentes durante o evento.

Ao barrar a entrada de um parlamentar em um evento governamental, o governo Pimentel afrontou o Poder Legislativo. No ofício entregue ao presidente da Assembleia e lido no Plenário, os parlamentares pedem que Adalclever Lopes repudie publicamente os abusos cometidos, para que sejam adotadas providências para apurar as responsabilidades. O documento foi assinado também por deputados da base governista.

“Houve um desrespeito com o deputado Sargento Rodrigues e, consequentemente, com a população mineira. A ação da polícia a mando do governador foi lamentável e envergonhou a todos que pertencem aos órgãos de segurança pública do Estado de Minas Gerais”, afirmou o líder da Minoria, Gustavo Valadares.

Para proibir a entrada do grupo, o Tenente-Coronel Gianfranco alegou falta de credenciamento e disse que a determinação era do Coronel Helbert Figueiró, chefe do gabinete Militar do Governo. Antes, no entanto, cerca de 2 mil integrantes do MST e da CUT entraram sem qualquer credenciamento ou identificação. O deputado Sargento Rodrigues foi diretamente atingido por dois jatos de gás na desnecessária ação da PM, a mando do governador. O grupo participava de uma manifestação absolutamente pacífica em defesa do pagamento dos servidores no 5º dia útil.

“Desde o dia 21 de abril que estamos sem compreender a atitude do chefe do gabinete da Polícia Militar, o coronel Webert de Figueiró de Lourdes, que foi quem deu a ordem para que eu e os presidentes de associações de classe fôssemos impedidos de acessar a praça. Ficamos estarrecidos porque estávamos exercendo o direito de ir e vir. O pior é você assistir os militantes do MST e da CUT passarem na nossa frente sem identificação e sem nenhum tipo de retenção pela mesma tropa da PM”, afirmou o parlamentar atingido pelo gás lacrimogênio. Assista a reportagem da Band News 

Segurança pessoal

Para o deputado João Leite (PSDB), Pìmentel investe em sua segurança pessoal, em detrimento da segurança dos mineiros. “Este governador é o mesmo que agora ampliou, por decreto, uma área de segurança para ele, que ninguém pode chegar. E a Polícia Militar de Minas Gerais, que carece de aumento de efetivo, está toda em volta dos palácios do governador para impedir que a Polícia Federal chegue. Para impedir que qualquer representante de classe chegue perto dele. Ele desviou de função o Batalhão de Choque da PM para ir para o palácio para protegê-lo, enquanto temos aumento de 40% de criminalidade em Belo Horizonte e de mais de 30% em Minas”, afirmou o deputado João Leite.

Fonte: Bloco Parlamentar Verdade e Coerência