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Polícia Federal indicia primeira-dama Carolina Pimentel por corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral

24 de abril de 2017

indiciados

Os Secretários da Casa Civil, Marco Antônio Teixeira, e do Planejamento, Helvécio Magalhães, também foram indiciados

De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira (24/04) pelo jornal O ESTADO DE S. PAULO, a Polícia Federal indiciou a primeira-dama de Minas, Carolina Pimentel, por prática de corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. De acordo com investigações feitas no âmbito da Operação Acrônimo, Carolina manteve uma empresa de fachada em Brasília que serviu a um esquema de corrupção comando por seu marido, o então ministro do Desenvolvimento e atual governador de Minas, Fernando Pimentel.

Além de Carolina Pimentel, que atualmente preside do Serviço Voluntário de Assistência Social (SERVAS), A Polícia Federal também indiciou no mesmo processo dois dos principais Secretários de Estado da gestão petista: Helvécio Magalhães (Planejamento e Gestão) e Marco Antônio Rezende Teixeira (Casa Civil e Relações Institucionais).

O próprio governador Fernando Pimenteljá foi denunciado por duas vezes pela Procuradoria Geral da República (PGR), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O processo tramita atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Outro “homem forte” do governo Pimentel, Eduardo Serrano (o “He-Man”), também foi denunciado na mesma Ação por supostamente ter intermediado o recebimento de propinas.

Os recursos ilegais arrecadados pelo esquema foram utilizados para financiar a campanha de Fernando Pimentel ao Governo de Minas em 2014.

Clique AQUI mais sobre a Operação Acrônimo:

Leia a íntegra da reportagem do jornal O ESTADO DE S. PAULO

 

MANCHETE ESTADÃO

Andreza Matais

24 Abril 2017 | 05h00

Sem título

Governador Fernando Pimentel e a mulher, Carolina Pimentel

A Polícia Federal indiciou a mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); os secretários da Casa Civil e do Planejamento do governo mineiro e dois executivos no âmbito das investigações da Operação Acrônimo. Carolina Pimentel foi indiciada como partícipe em corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e o presidente do grupo Aliança, Elon Gomes, foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral, no artigo 350. Não há acusação contra as duas empresas.

Também foi indiciado o publicitário Vitor Nicolato, homem de confiança do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, próximo a Fernando Pimentel.

A Acrônimo foi deflagrada em maio de 2015 para investigar esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES e esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação.

O indiciamento não significa culpa provada, mas certeza da autoridade policial de que há fatos para denúncia e processo. A denúncia cabe ao Ministério Público, que pode aceitar ou não a conclusão do inquérito policial.

COM A PALAVRA A DEFESA: 

O criminalista PierpaoloBottini, que defende Carolina Pimentel, diz que, “ainda não teve acesso aos autos”. “Como é de costume na Operação Acrônimo, a defesa ainda não teve acesso aos autos e, por isso, está impossibilitada de comentar o fato”.

O chefe da Casa Civil do governo de Minas Gerais, Marco Antonio Teixeira, informa que não tem informação sobre o indiciamento e que, por essa razão, não pode comentar. “Isso é muito estranho. Mas vou tentar me informar melhor durante a semana”, diz.

O secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, foi procurado por meio da assessoria, mas não ligou de volta. A assessoria informou que não conseguiu localizá-lo no domingo.

O criminalista Eduardo Toledo, que defende o presidente da Aliança, Elson Gomes, afirma que o processo está sob sigilo. “O caso está sob segredo de Justiça, o que implica que qualquer manifestação será, como de fato está ocorrendo, no âmbito da Justiça”.

O Grupo Aliança divulgou a seguinte nota: “A Aliança informa que não tem como comentar por não ser parte do caso.”

O executivo Antonio Maciel não foi localizado pela Coluna.