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Polícia Federal diz que Pimentel é chefe de quadrilha e recebeu R$ 1 milhão em propina

6 de maio de 2016

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Nesta sexta-feira (06/05), Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o governador petista à Justiça pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, é acusado pela Polícia Federal de coordenar um esquema de lobby e de embolsar R$ 1 milhão em propinas no período em que chefiou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante o primeiro mandato do governo Dilma. A informação foi divulgada em primeira mão pela revista ÉPOCA na tarde desta sexta-feira (06/05).

De acordo com a publicação, as acusações constam da primeira versão do relatório final da Operação Acrônimo produzido pela Polícia Federal (PF) no dia 29 de abril. Nesse documento, a PF informa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que Pimentel usou seu cargo para dar benefícios fiscais à montadora Caoa (Hyundai) e, com isso, ganhou propina. Em 8 de abril, a PF já havia indiciado o governador mineiro por cinco crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência e falsidade ideológica eleitoral. Clique AQUI para saber mais sobre este indiciamento.

Na última quinta-feira (05/05), dentro da 5ª fase da Operação Acrônimo, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório da Odebrecht em Brasília e em endereços relacionados ao governador Pimentel. As ações apuram um esquema de lavagem de dinheiro para campanhas eleitorais. As atividades correm em segredo de Justiça.

Saiba mais: PF faz buscas em escritório da Odebrecht pela Operação Acrônimo

PGR denuncia governador à Justiça

Mas as más notícias para o governador petista de Minas Gerais não param por aí. Também nesta sexta-feira (06/05), o jornal O ESTADO DE S. PAULO publicou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou à Justiça o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base nas investigações feitas pela PF no âmbito da Operação Acrônimo. De acordo com a PGR, ele recebeu propina para favorecer a montadora CAOA no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pasta que ele comandou de 2011 a 2014.

A ÉPOCA informa ainda que Fernando Pimentel também é investigado por tráfico de influência no BNDES, mas essa frente de investigação constará de outro relatório, ainda em fase de elaboração. Segundo a reportagem, a PF fez o caminho do dinheiro e concluiu que Pimentel usava um operador para lavar dinheiro. Trata-se do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené. Ele foi preso pela PF porque apresentou consultorias com claros indícios de fraude. Atualmente, ele negocia uma delação premiada.

“Tal organização criminosa é coordenada e integrada por Fernando Pimentel que, em razão de seu cargo, facilitou a atuação de outros integrantes do grupo criminoso, ora usando sua influência política junto ao MDIC para favorecer a atender aos interesses do grupo”, diz um trecho do relatório da PF, ao qual a ÉPOCA teve acesso.

Confira também: Denunciado pelo Ministério Público Federal, petista Fernando Pimentel poderá ser afastado do cargo

Confira íntegra da matéria publicada pela ÉPOCA

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Pimentel é chefe de quadrilha e recebeu R$ 1 mi em propina, diz PF

Em relatório final da operação Acrônimo, Polícia Federal afirma que governador de Minas usou um operador e empresas de fachadas para receber propina e ganhar viagens em troca de favores

O CHEFE Para PF, Fernando Pimentel "coordenou" organização criminosa e recebeu propina (Foto: Silvia Costanti/Valor)

O CHEFE Para PF, Fernando Pimentel “coordenou” organização criminosa e recebeu propina (Foto: Silvia Costanti/Valor)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é acusado pela Polícia Federal de coordenar um esquema de lobby e ganhar R$ 1 milhão em propinas no período que chefiou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante o primeiro mandato do governo Dilma. Nesta sexta-feira (06/05), Pimentel foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República.

As acusações constam do primeiro relatório final da Polícia Federal na operação Acrônimo, produzido no dia 29 de abril. Nesse documento, a PF informa ao Superior Tribunal de Justiça que Pimentel usou seu cargo para dar benefícios fiscais à montadora Caoa (Hyundai) e, com isso, ganhou propina. Pimentel foi indiciado pela PF.

O OPERADOR Preso pela PF, Benedito Oliveira, o Bené. é acusado de intermediar propinas para Pimentel (Foto: André Coelho/ Agência O Globo)

O OPERADOR Preso pela PF, Benedito Oliveira, o Bené. é acusado de intermediar propinas para Pimentel (Foto: André Coelho/ Agência O Globo)

De acordo com a investigação, a Caoa pagou R$ 2 milhões a duas empresas de fachada de Bené _ como foi revelado por ÉPOCA no ano passado. Bené, por sua vez, foi flagrado em mensagens de texto atuando em favor da Caoa junto ao Ministério do Desenvolvimento. A justificativa do dinheiro, contudo, eram consultorias, o que para a PF na verdade é uma fraude. Enquanto a Caoa enviava dinheiro para as empresas de Bené, o empresário custeava despesas de Pimentel.

Segundo a PF, os pagamentos de Bené a Pimentel são, na verdade, propina. Os valores iam desde hospedagem em hotéis de luxo a faturas de condomínio de apartamento e cartão de crédito, além de sucessivos fretamentos de jatinhos. Como ÉPOCA já revelou, Bené pagou Pimentel viagem a Miami e feriado na Bahia. No total, a PF mapeou R$ 1.106.401,50.
“Para usufruir dos valores pagos, Fernando Pimentel, com o auxílio de Benedito, utilizou das empresas de fachada para efetuar pagamentos de hospedagens em hotéis de luxo e fretamento de taxi aéreo em seu favor, dissimulando com isso a origem ilícita de tais valores. O valor apurado na movimentação bancária das empresas de fachada em hospedagens pagas e pagamentos de voos particulares somam R$ 1.106.401,50”.

O papel de cada um

De acordo com a PF, Bené era o operador do esquema. “Bené atuou como operador de Fernando Pimentel na intermediação dos interesses da empresa privada Caoa junto ao MDIC, bem como coordenador a confecção das evidencias faltas na tentativa de dissimular a entrada de valores nas empresas de fachada”. A PF afirma ainda que as empresas de fachada controladas por Bené tinham até um laranja profissional. “Ricardo Guedes, de forma efetiva, embora menos intensa, aderiu à conduta da organização criminosa, fornecendo seu nome, de forma consciente e voluntária, com o escopo de viabilizar a existência e operação da empresa de fachada, a qual foi criada para lavagem de capitais de origem espúria”.

Pimentel, por sua vez, era responsável por usar sua influência política. Quando ele deixou o ministério, Bené passou a negociar com os sucessores indicados por Pimentel. “Os elementos de prova obtidos demonstram que o esquema criminoso, coordenado e integrado por Fernando Pimentel, utilizava a máquina pública, uma vez que servidores públicos estavam inseridos nesse contexto para barganhar facilidades e benefícios fiscais”, disse a PF.

O advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacceli, nega as acusações da PF. “Negamos absolutamente. Não tem o menor cabimento e mostraremos o comprobatório dos valores. Vamos levar ao conhecimento da Justiça e do Ministério Público. Muitas dessas viagens fazem parte das verbas de campanha eleitoral. Mas tudo vira um balaio só”. O advogado de Bené, Roberto Pagliuso, disse que não comentaria o relatório da PF. O advogado de Ricardo Guedes nega as afirmações da PF. “As acusações são frágeis e inverídicas. A defesa tem convicção de que a inocência será reconhecida pela Justiça”, diz o advogado Pedro Ivo Velloso.

O advogado da Caoa, José Roberto Batochio, disse que a contratação das empresas de Bené foi legal. “A PF presume sem nenhuma prova. Houve emissão de nota, contrato, pagamento de imposto. O objetivo é incriminar Pimentel e por isso se passou a dizer que a consultoria estava na internet. A internet é hoje o depositório do conhecimento humano. Não estão nas bibliotecas. É muito difícil um trabalho técnico que não tenha fragmento na internet. A Caoa mantém a veracidade da consultoria e os relatórios estão sendo usando em projetos da montadora”.

Confira matéria do Jornal O ESTADO DE S. PAULO:

estadao

Procuradoria denuncia governador de MG por corrupção

Fernando Pimentel é acusado de receber propina para favorecer a montadora CAOA no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que comandou de 2011 a 2014

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou à Justiça nesta sexta-feira, 6, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propina para favorecer a montadora CAOA no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pasta que ele comandou de 2011 a 2014.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT)

O caso foi investigado na Operação Acrônimo. Conforme o inquérito, entre 2013 e 2014, a CAOA pagou R$ 2,1 milhões a duas empresas de Benedito Oliveira Neto, o Bené, considerado operador de Pimentel. Conforme as investigações, os valores foram “vantagens indevidas” para que o empresário conseguisse, junto a Pimentel e Mauro Borges, sucessor do petista no ministério, a edição de portarias do Programa Inovar Auto, que concederam incentivos fiscais à montadora.

Pimentel, Borges e a CAOA negam envolvimento em irregularidades.A PF sustenta que as empresas de Bené, supostamente de fachada, não prestaram efetivamente serviços à CAOA, mas apenas foram usadas para emitir notas fiscais frias à montadora, o que é considerado lavagem de dinheiro, e ofertar propina aos envolvidos no esquema. Pimentel e sua mulher, Carolina Oliveira, teriam recebido “vantagens indevidas” de Bené, incluindo hospedagem num resort de luxo na Bahia, viagens de jatinho e aluguéis de carros.

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