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“O cerco está se fechando contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel”, afirma revista ISTOÉ

19 de setembro de 2016

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Publicação destaca o inferno astral do petista, que na semana passada foi indiciado pela 2ª vez pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva

Reportagem publicada na última edição da revista IstoÉ afirma que o petista Fernando Pimentel está na iminência de ser afastado do cargo de governador de Minas Gerais. “O cerco, para desespero de Pimentel, está se fechando”, diz a matéria, que destaca as novas revelações feitas no âmbito da Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF), na semana passada.

O governador mineiro foi novamente indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. De acordo com a matéria, as investigações apontam que Pimentel, então ministro do Desenvolvimento no primeiro mandato do governo Dilma, exigiu cerca de R$ 25 milhões do grupo Odebrecht. Em troca, prometeu ajuda para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedesse créditos para obras em Moçambique e na Argentina”, diz um trecho da reportagem. “A negociata teria o consentimento de Marcelo Odebrecht, também indiciado”.

Em maio de 2016, a Procuradoria Geral da República (PGR) já tinha denunciado Pimentel, também pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Neste outro caso, ele é acusado de ter recebido propina para beneficiar a montadora CAOA. O processo está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “De acordo com a Constituição de Minas Gerais, se virar réu,Fernando Pimentel será automaticamente apeado do cargo”, afirma a matéria da IstoÉ.

Também na semana passada, a PF deflagroua 8ª fase da Operação Acrônimo para investigar se Pimentel e pessoas próximas receberam vantagens para atuarem na liberação de empréstimos em obras no exterior e fraudarem licitações do Ministério da Saúde.

A reportagem da IstoÉ destaca que as propinas recebidas por Pimentel e seus prepostos foram utilizadas para abastecer a campanha do petista ao governo de Minas em 2014. De acordo com depoimentos do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, que operou o caixa dois de Pimentel, as despesas da campanha superaram em R$ 28 milhões o valor oficial de R$ 52 milhões declarado pelo PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confira a seguir a íntegra da reportagem da IstoÉ.

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O inferno de Pimentel

À espera da decisão do STJ que pode afastá-lo comando do governo de Minas Gerais, o petista se torna indiciado em mais dois casos de corrupção

EM BREVE -STJ pode aceitar denúncia contra Pimentel nos próximos quinze dias

EM BREVE -STJ pode aceitar denúncia contra Pimentel nos próximos quinze dias

Desde que assumiu o governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) coleciona problemas com a Justiça. Não bastasse a denúncia de corrupção que pode afastá-lo a qualquer momento se aceita pelo Superior Tribunal de Justiça, o petista passou à condição de investigado formal em outro caso da Operação Acrônimo na última semana. O ministro Herman Benjamin, do STJ, autorizou a Polícia Federal a indiciá-lo por ter recebido propina para facilitar empréstimos a empreiteiras. É o último passo antes de uma denúncia formal pela Procuradoria-Geral da República. As investigações apontam que Pimentel, então ministro do Desenvolvimento no primeiro mandato do governo Dilma, exigiu cerca de R$ 25 milhões do grupo Odebrecht. Em troca, prometeu ajuda para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedesse créditos para obras em Moçambique e na Argentina. Segundo a delação do operador do petista, Benedito Oliveira, o Bené, o acordo ilícito saiu do papel, mas a construtora não aceitou pagar a quantia exigida. Liberou R$ 12 milhões, parte em espécie. A negociata teria o consentimento de Marcelo Odebrecht, também indiciado.

O cerco se fecha

O cerco, para desespero de Pimentel, está se fechando. Na quinta-feira 17, foi deflagrada uma nova operação para investigar se ele e pessoas próximas receberam vantagens para atuarem na liberação de empréstimos em obras no exterior e fraudarem licitações do ministério da Saúde. Já outro inquérito reaberto contra o petista demonstra para onde foi o dinheiro da corrupção. Financiou o caixa dois da sua campanha ao governo de Minas Gerais. De acordo com depoimentos do operador Bené, as despesas eleitorais superam em R$ 28 milhões o valor oficial de R$ 52 milhões declarado ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com a Constituição de Minas Gerais, se virar réu, Fernando Pimentel será automaticamente apeado do cargo

Em outra frente, Pimentel já foi denunciado pela Operação Acrônimo ao Superior Tribunal de Justiça em maio. Procuradores o acusam de ter recebido propina de uma empresa automobilística em troca da concessão de benefícios fiscais, quando era ministro. Até agora, a Corte não se manifestou se aceita ou não. De acordo com a Constituição de Minas Gerais, se virar réu, Fernando Pimentel será automaticamente apeado do cargo. Assumirá o vice Antônio Andrade, do PMDB. Na tentativa de permanecer no cargo, o petista ingressou com um pedido para que só responda ao processo se a Assembleia Legislativa autorizar. O recurso possui poucas chances de prosperar, mas serviu para lhe dar mais tempo. Foi três vezes adiado por pedidos de vista.

PETISTA ENRASCADO
Fernando Pimentel enfrenta sucessivas acusações. Confira:

  1. Exigiu dinheiro para ajudar empreiteiras a obterem empréstimos para obras na Argentina e em Moçambique

 

  1. Recebeu propina em troca da concessão de benefícios fiscais para uma empresa do ramo automobilístico

 

  1. Os gastos com a campanha de Pimentel a governador foram R$ 28 milhões acima dos R$ 52 milhões declarados

Enfim, deverá ser julgado nos próximos quinze dias.