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Nona fase da Operação Acrônimo tem como alvos presidente da Prodemge e Secretário da Casa Civil do governo Pimentel, do PT

23 de setembro de 2016

Amigos de Pimentel na mira da PF: Marco Antônio Teixeira, Otílio Prado e Paulo Moura

Amigos de Pimentel na mira da PF: Marco Antônio Teixeira, Otílio Prado e Paulo Moura

Empresa de consultoria dos dois é suspeita de ter sido utilizada para “lavar” R$ 1,7 milhão que abasteceu o caixa dois da campanha do petista em 2014

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (23/09) a nona fase da Operação Acrônimo, que tem como principal alvo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT. Essa nova etapa das investigações mira o Secretário da Casa Civil e Relações Institucionais do Governo de Minas, Marco Antônio Rezende Teixeira, e o presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais (Prodemge), Paulo Moura Ramos.

Amigos íntimos do governador mineiro, Marco Antônio Rezende Teixeira e Paulo Moura Ramos são sócios da MOP Consultoria e Assessoria Empresarial. Matéria publicada pelo jornal O Globo em dezembro do ano passado mostrou que em 2013 e 2014, esta empresa recebeu, numa transação suspeita, cerca de R$ 1,7 milhão do escritório de um escritório de advocacia de BH. Há indícios de que os serviços não foram prestados e que a MOP foi uma das várias empresas utilizadas no amplo esquema de caixa dois da campanha petista, que foi abastecido com recursos oriundos de propinas recebidas por Pimentel no período em que ele era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Propina de R$ 3 milhões da OAS

Além da MOP, na operação desta sexta-feira (23/09) há mandados contra pessoas ligadas à consultoria OPR, que tem como sócio Otílio Prado, outro amigão e antigo assessor do governador mineiro. A PF suspeita que Pimentel seja o verdadeiro dono de ambas as empresas. A OPR, por exemplo, foi sucedânea da P-21, empresa que Pimentel utilizou para receber recursos de supostas palestras que teria proferido.

A nona fase da Operação Acrônimo também tem como alvo a empreiteira OAS. De acordo com matéria publicada pela Folha de S. Paulo, em sua delação, o operador do caixa dois de Pimentel, Benedito de Oliveira Neto, o Bené, informou que a empresa doou R$ 3 milhões em espécie para a campanha de Pimentel em 2014. “Os valores teriam sido pagos em seis parcelas de R$ 500 mil na sede da MOP, em Belo Horizonte, nas mãos de Otílio Prado, assessor de Pimentel”, diz um trecho da matéria.

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