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Mutirão de catarata vai encerrar primeiro semestre com 800 cirurgias realizadas em Poços de Caldas

15 de Maio de 2017

Mosconi diz que apesar das dificuldades financeiras, o prefeito Sérgio Azevedo vai manter o mutirão de catarata

Secretário de Saúde Carlos Mosconi diz que apesar das dificuldades financeiras, o prefeito Sérgio Azevedo vai manter o mutirão de catarata

selogestaotucana

A Prefeitura de Poços de Caldas realizou na última semana mais um mutirão de cirurgias de catarata no Hospital da Zona Leste (HZL). Com o novo mutirão, foram atendidos 220 pacientes do município. O objetivo foi fechar o programa com cerca de 800 procedimentos efetuados no semestre.

Novo mutirão está confirmado para os dias 22 e 23 de junho, com mais de 200 pacientes. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde Microrregião do Alto Rio Pardo (Cismarpa).

O secretário de Saúde, Carlos Mosconi, esteve no HZL e disse que apesar das dificuldades financeiras, o prefeito Sérgio Azevedo vai manter o mutirão de catarata, porque também entende que a cirurgia é um grande benefício e melhora muito a qualidade de vida das pessoas.

Mosconi observa, que os custos do mutirão são bancados pelo próprio município e que as condições de atendimento no HZL também seguem as melhores práticas profissionais e clínicas de segurança do paciente. “Acredito que a maioria das pessoas não teria acesso à cirurgia, em razão do alto custo”, avalia.

Levantamento feito pelo Cismarpa, no início de 2017, mostrava que após um ano e meio de interrupção do mutirão de cirurgias de catarata em Poços de Caldas a demanda reprimida estava em 1.500 pacientes. Iniciado em fevereiro, o programa tem sido realizado todos os meses, em um ou dois dias com atendimento em período integral.

A secretária executiva do Cismarpa, Ceila de Souza Mariano, informa que em maio estão sendo realizadas cirurgias do primeiro e segundo olho. De acordo com ela, pessoas que já mediram a lente ou que estão em estágio pré-operatório devem aguardar o encaminhamento médico para realizar o procedimento. “Seria bom, o paciente atualizar o endereço e o número de telefone para facilitar o contato”, observa.

Atraso

Carlos Mosconi lembra que a situação está difícil e soma-se a isso ainda o débito do governo do Estado de R$ 13 milhões com Poços de Caldas por conta de atrasos no pagamento de serviços prestados em saúde. “Estamos bancando as despesas, mas iremos cobrar a conta do Ministério da Saúde, porque não podemos arcar sozinhos com todo o sistema”, revelou.