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Secretaria de Desenvolvimento Econômico pode ser extinta

9 de Março de 2016

Em 2002, o então prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, o governador Antonio Anastasia e o diretor regional da Ambev , Gustavo Assumpção, assinaram o protocolo para o empreendimento em Uberlândia

Em 2012, o então prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, o governador Antonio Anastasia e o diretor regional da Ambev , Gustavo Assumpção, assinaram o protocolo para o empreendimento em Uberlândia

Mesmo com a grave crise em que o Brasil se encontra, com inflação em alta e desemprego crescente, o governador Fernando Pimentel, do PT, está “planejando” extinguir a secretaria de Desenvolvimento Econômico, exatamente o órgão estadual responsável pela atração de investimentos para gerar oportunidades de trabalho para os mineiros. Esta é uma das medidas da “reforma administrativa” que o governador petista está anunciando desde janeiro, mas que até agora não saiu do papel.

De acordo com reportagem recente do jornal HOJE EM DIA, o governo estadual informou que o objetivo dessa extinção é a economia de dinheiro – o que na verdade é apenas uma falácia de Pimentel, já que, se o governador quisesse realmente economizar, ele não pagaria supersalários a secretários (veja AQUI) e não teria criado secretarias e cargos de confiança para empregar companheiros petistas (clique AQUI).

Mais de um ano após ter tomado posse como governador de Minas, o fato é que o governo do petista Fernando Pimentel ainda não conseguiu atrair investimentos expressivos para o Estado. Por enquanto, tem apenas usufruído do legado de empreendimentos conquistados durante as gestões anteriores, como as fábricas da Coca-Cola em Itabirito e da Ambev em Uberlândia (veja AQUI). Caso a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico se concretize, a atração de novos investimentos para Minas e a consequente retomada do crescimento econômico ficarão ainda mais difíceis.

“O governo do PT está destruindo mais um importante legado das administrações do PSDB em Minas, que foi a implantação de uma profissional e eficiente estrutura, que permitiu ao estado ter um crescimento econômico bem acima da média nacional entre 2003 e 2014”, afirma o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio.

Na verdade, Pimentel está repetindo em Minas a desastrada gestão que fez como Ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria do Governo de Dilma Rousseff. Dados da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostram que, durante sua passagem pelo ministério, a participação da indústria brasileira no PIB nacional retrocedeu à década de 1950. Sob sua gestão, a balança comercial do país apresentou também um déficit (exportações menos importações) de US$ 3,9 bilhões – o maior dos últimos 14 anos.

Investimentos de R$ 182 bilhões até 2014

Durante os governos do PSDB e do PP em Minas Gerais (2003 a 2014), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico teve um papel muito relevante, com a atração de R$ 182 bilhões em investimentos privados e a geração de 250 mil empregos durante o período.

Outro trabalho importante realizado pela pasta nas gestões anteriores, foi a adoção de várias iniciativas para diversificar o perfil da economia do Estado, que historicamente estava ancorada na produção e exportação de commodities, como o café e o minério de ferro. Uma das ações foi o desenvolvimento de uma política para a atração de empresas ligadas à chamada Nova Economia, que concentram conhecimento e tecnologia, com os objetivos de agregar valor aos produtos primários e gerar mais empregos de qualidade.

Várias companhias deste nicho de mercado estavam, no final de 2014, em processo de implantação no Estado, como a fábrica de semicondutores Unitec (em Ribeirão das Neves), a fábrica de insulina Biomm Technology (em Nova Lima), a fábrica de cápsulas para medicamentos ACG Worldwide (em Pouso Alegre), a multinacional indiana Infosys, a GE Healthcare, a Phillips Healthcare (equipamentos médicos), o Laboratório Hermes Pardini e o Centre Suisse d’Electronique et de Microtechnique (em Belo Horizonte), entre outras.

Ainda nos governos do PSDB e do PP, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, foi atraída para Minas Gerais a única fábrica de helicópteros da América Latina, localizada em Itajubá, no Sul do Estado, e se destacou também na fabricação de locomotivas, eletrodomésticos e eletrônicos.

Para ver mais exemplos das importantes ações desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico durante os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB) e Alberto Pinto Coelho (PP), acesso o site do ObservatórioMG.

Confira a íntegra da matéria do HOJE EM DIA

hoje

Reforma administrativa elimina sete órgãos do governo de Minas

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O governador Fernando Pimentel (PT) pretende extinguir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e outras seis unidades da administração estadual. Criará uma secretaria, a de Administração Prisional, e fundirá dois outros órgãos. Essa é a síntese da reforma administrativa que deve ser enviada nos próximos dias à Assembleia Legislativa com o intuito de economizar R$ 1 bilhão ao ano.

Conforme informações obtidas com exclusividade pelo Hoje em Dia, a ideia do governador é acabar com duas pastas. Além do Desenvolvimento Econômico, será extinta a Secretaria-Geral da Governadoria, cujo titular é Eduardo Serrano.

No Desenvolvimento, ocupa o cargo Altamir Rôso, indicado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). A pasta tem por objetivo promover ações que resultem na atração de empreendimentos ao Estado. A função será compartilhada com outras secretarias e unidades do governo, como a de Obras Públicas e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

Fundações

No campo das fundações, serão extintas a Ruralminas e a Hidroex. Essa última estava sob o guarda-chuva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, mas foi alvo de críticas por parte do atual governo. Foi criada em 2009, ao custo de R$ 200 milhões, para promover o desenvolvimento de tecnologia e pesquisa em águas. Mas abriga um grande centro, a Cidade das Águas, de 1 milhão de m², no Triângulo Mineiro, que, segundo governistas, está ocioso e inacabado. O complexo pode abrigar unidades de ensino.

Também será extinta a Fundação Helena Antipoff bem como o Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC), e o escritório de representação em Brasília, que já havia perdido, no ano passado, o status de secretaria.

Sob o comando da Secretaria de Obras, o Departamento de Obras Públicas (Deop) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) serão fundidos.

Fazenda

Outra alteração afetará as secretarias da Fazenda e do Planejamento. A folha de pagamentos não será mais administrada pelo Planejamento, que tem como titular Helvécio Magalhães. Caberá à Fazenda, comandada por José Afonso Bicalho, cuidar das questões salariais do governo.

Esta será a segunda reforma administrativa promovida por Pimentel desde que assumiu a gestão do Estado. Na primeira, criou quatro pastas e retirou o status de primeiro escalão de outras três. Agora, a expectativa é de que sejam extintos cargos comissionados.

Fonte: Hoje em Dia