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Pestana exige posição do governo federal sobre abusos em Cuba

23 de janeiro de 2012

Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), é preciso restabelecer a democracia em Cuba e avançar no respeito à liberdade de opinião. Ele cobrou uma posição da presidente Dilma Rousseff, que desembarca no país no próximo dia 31. A visita se dará poucos dias após o enterro de Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, que morreu depois de uma greve de fome. Ele passou cerca de 50 dias em protesto contra a sentença de quatro anos de prisão por participar de uma manifestação pacífica.

Diante da lamentável situação, o tucano exige do governo brasileiro uma postura enérgica e definitiva sobre o regime cubano. Opositores do governo de Cuba e defensores de direitos humanos querem uma reunião com a presidente para tratar do respeito aos prisioneiros políticos e abusos contra dissidentes.

“Perdemos a vida de mais um dissidente. Não é possível conviver mais com esse tipo de situação. A opinião deve ser livre. A presidente deve mostrar a sua posição em favor da liberdade e da democracia, repudiando esse tipo de caso, que levou à morte mais um dissidente”, ressaltou nesta segunda-feira (23).

Os opositores e defensores querem aproveitar a visita de Dilma para fazer um relato sobre a situação em que vive os cubanos. A porta-voz das Damas de Branco (grupo de opositoras), Berta Soler, disse que, apesar de ainda não ter encaminhado um pedido formal, o grupo gostaria de um encontro para apresentar dados sobre os direitos humanos no país, conforme revelou o jornal “O Globo”.

Segundo Pestana, o Brasil se posiciona de maneira equivocada e se isola do cenário internacional ao não reafirmar claramente a sua postura que, na sua opinião, deveria ser a favor da democracia e dos direitos humanos. “Um grande “calcanhar de Aquiles” do governo Lula e Dilma é a mudança na política externa que foi introduzida com alinhamentos equivocados com ditadores e pessoas que não respeitam os direitos humanos. Os brasileiros têm simpatia pelo povo cubano”, concluiu.

De acordo com a reportagem, a expectativa de Elizardo Sánchez, da Comissão de Direitos Humanos, é de que a presidente não faça um pronunciamento negativo, repetindo a atitude de Lula em sua visita ao país. Na época, ele desqualificou o prisioneiro Orlando Zapata Tamayo, que morreu após 85 dias de greve de fome. Lula comparou a situação dos dissidentes com a de prisioneiros comuns no Brasil.

Homenagem

 O grupo de familiares de dissidentes acusou o regime cubano de assassinar Wilman Villar Mendoza. Carregando flores e imagens do dissidente, cerca de 40 mulheres fizeram um minuto de silêncio pela morte do detento durante sua marcha semanal em Havana.

 Porta vozes dos EUA, Espanha e União Européia criticaram Cuba pela morte do preso e pediram que o regime cubano respeite os direitos humanos, segundo o “Portal Terra”.

Fonte: Diário Tucano