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Marcus Pestana destaca desafios para a saúde pública no Brasil

16 de dezembro de 2011

O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, fala de uma das mais importantes áreas para a população brasileira: a saúde. O deputado, que foi secretário de Saúde nas duas administrações do ex-governador Aécio Neves (2003-2010), enumera os avanços do setor em Minas e lembra a colaboração do PSDB para a área da saúde no país. Confira entrevista.

Na sua opinião, em qual área o país necessita de mais investimentos ?

Visualizo duas áreas, saúde e infraestrutura. Temos enormes carências também no setor educacional para tratar a questão da qualidade, mas saúde hoje é só verificar as pesquisas de opinião pública. A prioridade número para as pessoas é a saúde e o dinheiro é curto e muito menor que as necessidades das pessoas.

Quais os maiores problemas da saúde pública no país?

Saúde tem múltiplos problemas advindos da pressão de custos graças à revolução científico-tecnológica que traz cada vez mais medicamentos mais caros , equipamentos e terapêuticas mais caras. A própria mudança do perfil demográfico da população, problemas gerenciais, problemas de estruturação da rede, mas o problema chave no Brasil ainda é, e não dá para tapar o sol com a peneira, a questão do financiamento. O Brasil ainda investe muito pouco na saúde pública. Muito menos que outros países. O nosso gasto por pessoa, a cada ano, é muito menor que a saúde privada por exemplo.

Qual foi a maior colaboração do PSDB para a área da saúde no país?

O nascimento do SUS na Constituinte em 88, temos aí 23 anos de existência do SUS, tem as digitais do PSDB. Os grandes responsáveis pela estruturação do sistema público de saúde da forma que conhecemos hoje são do PSDB. Então, temos grandes avanços, mas temos uma longa caminha pela frente. A população ainda tem obstáculos, tropeça em gargalos, e o acesso às vezes a uma cirurgia, a um exame, a uma consulta especializada, ainda é muito difícil. Em Minas, avançamos muitos. Mas é preciso caminhar no Brasil inteiro e ir atacar, principalmente e preliminarmente, a questão do financiamento, aumentando o investimento do governo federal que é quem tem condições de ampliar o financiamento da saúde.

Qual é o principal desafio para a saúde de Minas?

Minas é modelo para todo o Brasil, mas creio que algumas prioridades se colocam. A construção da rede de urgência e emergência que é o calcanhar de Aquiles do sistema público são os eventos não planejáveis que é o acidente de trânsito, a queda de uma laje, afogamento, queimadura, infarto, crise aguda, que a estrutura do sistema não está organizada totalmente em rede. Temos o caminho, temos uma experiência exitosa que salvou 1.000 vidas no primeiro ano de seu funcionamento pleno no Norte de Minas. Sabemos o caminho, mas precisamos equacionar o financiamento para replicar esse modelo e ampliar para toda Minas Gerais.

O estado possui projetos de modernização no atendimento a pacientes?
Fizemos investimentos importantes na infraestrutura, no Canal Minas Saúde, na Telemedicina, mas o prontuário eletrônico é um grande desafio que poderia dar uma substância, uma base maior para a criação do elo, da rede que ligaria o Programa de Saúde da Família, em cada bairro, em cada vila, a todas as estruturas intermediárias, as UPAS, as policlínicas, os hospitais, os centros de diagnósticos. Todos estariam interligados numa rede, via internet, com todos os dados e informações e exames estariam no prontuário eletrônico. Cada um teria a sua história de vida registrada e o sistema todo teria acesso a isso. Seria um grande avanço que deveríamos introduzir. Minas tem um edital pronto faltando equacionar o problema do financiamento.