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Gestão desastrosa do PT no estado pode levar a Polícia Civil em Minas Gerais ao colapso

19 de setembro de 2017

O sucateamento da segurança pública e a precariedade das delegacias de polícia no interior foram tema de audiência pública realizada pela Comissão de Segurança Pública da ALMG / Foto Ricardo Barbosa ALMG

O sucateamento da segurança pública e a precariedade das delegacias de polícia no interior foram tema de audiência pública realizada pela Comissão de Segurança Pública da ALMG / Foto Ricardo Barbosa ALMG

Diante de denúncias de baixo efetivo, queda de investimentos e delegacias onde falta até papel higiênico, governo Pimentel foge do debate em audiência pública

O sucateamento da segurança pública e a precariedade das delegacias de polícia no interior de Minas foram tema de audiência pública realizada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nessa terça-feira (19/9). Para o deputado Sargento Rodrigues (PDT), presidente da comissão e um dos solicitantes da audiência, o descaso é geral e as denúncias não param de surgir. A chefia da polícia Civil sequer mandou um representante para discutir a situação durante a audiência.

O mesmo aconteceu com os representantes do governo. Os secretários de Planejamento, Helvécio Magalhães, e Fazenda, José Afonso Bicalho, foram convidados para a audiência e também não enviaram representantes ou justificativa para ausência.

Enquanto isso, nas regiões do Vale do Aço, Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha e Norte, a situação nas delegacias atingiu limites completamente insustentáveis. Relatos revelam que faltam materiais básicos, como papel higiênico e canetas para os servidores públicos. Além disso, o efetivo policial é insuficiente, e coloca em risco a vida dos profissionais.

“Nós não vamos conseguir construir uma segurança para todos se nós não tivermos um equilíbrio do aparato de justiça criminal. Se existe realmente uma deficiência financeira, só tem uma saída. Que é a mesma que a gente tem que fazer na casa da gente e todo mundo sabe o que fazer. Cortar supérfluos, aprender como equilibrar gastos, deixar tudo funcionando e focando no que realmente precisa. Tem que cortar secretarias, cargos comissionados, salários gigantes para secretários. Não dá pra permitir que a situação chegue num ponto como esse”, apontou o deputado Sargento Rodrigues.

Para a delegada Andrea Vacchiano, ex-chefe da Polícia Civil no estado, a situação está muito próxima de um colapso. “É visível o enfraquecimento da Polícia Civil e quem vai querer uma polícia fraca? A segurança pública do estado não deveria ser uma questão política, mas não é o que vemos. A realidade é uma deterioração da polícia por ingerência política”, apontou.

Excedentes

No próximo dia 26 a comissão de Segurança Pública realiza, às 9h30, audiência pública para debater a convocação de candidatos aprovados em concurso público da Polícia Civil, com vistas a melhorar a atuação da polícia, que está sendo fragilizada pelo baixo efetivo. “Esperamos que em mais esta oportunidade o governo esteja disposto ao menos ao diálogo, a mandar representantes aqui para ouvir a realidade que os profissionais da segurança pública enfrentam”, disse Sargento Rodrigues.

Fonte: Bloco parlamentar Verdade e Coerência