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Emprego apoiado é alternativa para deficientes intelectuais, defende Eduardo Barbosa

8 de junho de 2017

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A inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho atende a obrigatoriedade determinada pela Lei de Cotas, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) (foto) não há dados específicos sobre o número de portadores de necessidades especiais no emprego formal. “Não temos nenhum dado sobre autistas empregados”, disse ele durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência nesta quarta-feira (07/6).

O colegiado se reuniu para debater a inserção de autistas no mercado de trabalho. Na avaliação do parlamentar, a alternativa é o chamado “emprego apoiado”, ou seja, a empresa deve adquirir o espírito de colaboração para que os próprios colegas de trabalho sejam os apoiadores.

Segundo o parlamentar, essa experiência tem sido praticada pelas Associação de Pais e Amigos de Excepcionais do Rio de Janeiro e de São Paulo para a deficiência intelectual. Ele explica que primeiro há uma avaliação usando a escala de autodeterminação (avalia o querer, o poder e empoderamento).

“Com isso, descobrimos as habilidades das pessoas envolvidas”, explicou. A partir dessas informações, é feita outra avaliação, que vai indicar o perfil vocacional, e só então se procura a vaga adequada ao perfil selecionado. De acordo com o parlamentar mineiro, as escolas não desenvolvem habilidades para a inserção no mundo do trabalho. E, quando elas não existem, há uma enorme dificuldade de inserção no mundo do trabalho. “Se não tem, vamos ter de prepará-los”, reiterou.

Experiências

A comissão trouxe como boa experiência a Organização Não-Governamental Specialisterne, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo o diretor-Geral da ONG, Marcelo Vitoriano, a ONG foi criada para aperfeiçoar a pessoa com autismo no mercado de trabalho. “Torril Sonne, o criador, percebeu algumas potencialidades no próprio filho”, relata. A partir daí, decidiu reconhecer e valorizar as habilidades dos autistas. A meta é criar 1 milhão de empregos no mundo, dos quais 30 mil no Brasil.

O presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, disse que hoje, no Brasil, há 400 mil pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Dessas, 30 mil são autistas. Para ele, o grande desafio é desmistificar a alegação de que não “dão conta”.

O autor do requerimento para a realização da reunião, deputado Delegado Francischini (SD-PR), informou que a Câmara criou a Frente Parlamentar da Pessoa com Autismo.

Fonte: PSDB na Câmara