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Petistas “inauguram” fábrica conquistada na gestão do PSDB

4 de fevereiro de 2016

Em 2002, Odelmo Leão, Antonio Anastasia e o diretor regional da Ambev , Gustavo Assumpção, assinaram o protocolo  para o empreendimento

Em 2012, Odelmo Leão, Antonio Anastasia e o diretor regional da Ambev, Gustavo Assumpção, assinaram o protocolo para o empreendimento

Passado mais de um ano de sua administração, o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, do PT, enfim participou de uma inauguração de fábrica de grande porte no Estado. Um empreendimento conquistado pelo PT para Minas? Não. A fábrica da cervejaria Ambev, inaugurada nesta quinta-feira (04/02) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é mais um dos diversos investimentos privados que os governos do PSDB e aliados conquistaram para Minas Gerais entre 2003 e 2014. Neste período, foram assinados protocolos de intenções com o governo estadual para instalação ou ampliação de indústrias nas diversas regiões do Estado, em um valor total de aproximadamente R$ 182 bilhões.

A maior parte destes investimentos foi concretizada até 2014 ou estava em fase de implantação, com geração estimada de 250 mil empregos diretos. Entre estes empreendimentos, está a fábrica da Ambev em Uberlândia. Em 2012, depois de mais de um ano de intensas negociações, capitaneadas pela equipe do então prefeito Odelmo Leão (PP) e do então governador Antonio Anastasia (PSDB), e sem qualquer colaboração do governo federal petista, foram assinados os protocolos de intenções que viabilizaram as obras. Apesar da inauguração ocorrer agora, a indústria começou a operar em 2014.

Pegando carona na inauguração, a presidente Dilma Rousseff também esteve presente à inauguração. Sua presença talvez seja uma forma de tentar justificar os diversos outros investimentos que o PT impediu que viessem para Minas, como a expansão da Fiat em Betim, que o PT se esforçou para levar para Pernambuco, e do polo acrílico da Petrobras, que tinha sido prometido para Ibirité (MG) e foi levado para a Bahia.

“Ao contrário da expansão da fábrica da Fiat em Betim, ou do polo acrílico da Petrobras em Ibirité, essa o PT não conseguiu tirar de Minas”, afirmou o senador Antonio Anastasia, em postagem nas redes sociais, recordando os dois importantes investimentos que foram tirados de Minas pelo governo federal petista, com a anuência da presidente Dilma Rousseff e do atual governador de Minas e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

“A presidente Dilma e o governador Pimentel poderiam ter aproveitado a viagem ao Triângulo Mineiro para dar explicações sobre o processo de implantação da fábrica de Amônia da Petrobrás e do gasoduto Betim-Uberaba, dois empreendimentos de grande importância para a economia para a região, que foram paralisados pela inépcia dos governos estadual e federal petistas”, afirma o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio.

Dois empreendimentos que o PT tirou de Minas

Em 2011, nos últimos dias do seu governo, uma iniciativa do presidente Lula surpreendeu todo o país. O então presidente concedeu incentivos fiscais exclusivos ao seu estado natal, Pernambuco, com a única finalidade de levar para lá a uma nova fábrica da Fiat que iria gerar milhares de empregos para os mineiros.

Já o projeto do Polo Acrílico da Petrobras seria construído em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O protocolo para a implantação havia sido assinado, em 2005, pelo então governador Aécio Neves e a Petrobras e também geraria milhares de empregos no estado. O empreendimento foi tirado dos mineiros pelo governo do PT e anunciada sua transferência para a Bahia, estado administrado pelo partido e terra natal do então presidente da empresa à época, José Sérgio Gabrielli.

Informações sobre a fábrica da Ambev

As obras da Ambev em Uberlândia tiveram início em 2012 e prosseguiram até 2014, quando começaram parte das operações da fábrica, uma das maiores do país e que recebeu investimentos de R$ 550 milhões.

De acordo com a Ambev, a unidade de Uberlândia conta com três linhas de produção, sendo duas para garrafas de vidro e uma para latas, e tem capacidade para produzir 5,8 milhões de hectolitros da bebida por ano. Sua produção atende os mercados de Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A fábrica emprega hoje 436 funcionários próprios e chegou a contratar mais de 2000 trabalhadores durante as obras de construção.