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Deputados protestam contra “farra” de promessas da presidente Dilma a Minas Gerais

17 de janeiro de 2014

Os deputados estaduais Célio Moreira, Lafayette Andrada e Rômulo Viegas (PSDB) e Vander Borges (PSB) durante entrevista coletiva em Belo Horizonte - Foto: Agência de Notícias PSDB-MG

Os deputados estaduais do PSDB, Lafayette Andrada, Rômulo Viegas e Célio Moreira, e Vander Borges (PSB), criticaram, nesta sexta-feira (17/01), a “farra” de promessas da presidente Dilma Rousseff para obras de mobilidade em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Os parlamentares repudiaram mais um anúncio da presidente feito hoje para obras do metrô de Belo Horizonte, que não saíram do papel.

Leia documento apresentado pelos deputados

Em entrevista coletiva na sede do PSDB-MG, o líder do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Lafayette Andrada, afirmou que a população está cansada de assistir a tantos anúncios e de não ver obras sendo realizadas.

“Estamos mostrando a insatisfação e o inconformismo dos mineiros com a forma em que o governo federal vem tratando a questão da mobilidade urbana e o metrô da capital e o repúdio à maneira irresponsável de a presidente Dilma Rousseff vir aqui anunciar mais uma vez o que já anunciou. Estamos fartos e cansados de tantos anúncios. A presidente vem mais uma vez a Minas para mais uma vez anunciar uma obra que mais uma vez não começou e que sequer irá começar no governo dela, se é que começará. São os mesmos recursos que ela anunciou no ano passado e que são os mesmos recursos que anunciou no ano anterior. Anuncia de novo as obras do metrô de Belo Horizonte como se fosse uma novidade, uma novidade que estamos esperando há dez anos”, afirmou.

O líder do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Lafayette Andrada

Lafayette também disse que a presidente Dilma não se comporta como mineira e está perseguindo o povo de Minas Gerais. Segundo ele, dos R$ 2,55 bilhões anunciados para obras de mobilidade, incluindo o metrô de Belo Horizonte, o governo federal repassará apenas metade do que foi prometido. A outra metade, cerca de R$ 1,27 bilhão, são financiamentos feitos pelo Governo de Minas e Prefeitura de Belo Horizonte por meio de bancos federais, recursos que serão devolvidos posteriormente.

“Na verdade, metade dos recursos o governo federal está emprestando para o Governo de Minas e Prefeitura de Belo Horizonte que deverão devolver o empréstimo. Somente a metade disso, realmente, é uma ajuda do governo federal. Além de não cumprir o que promete, a presidente Dilma anuncia de maneira enviesada. Ela está dando um empréstimo para os mineiros. O que queremos e que Minas deseja é que a presidente cumpra o que prometeu na sua campanha eleitoral que são as mesmas obras anunciadas hoje”, disse Andrada.

Antigas promessas

O deputado Célio Moreira ressaltou que o metrô de Belo Horizonte não recebeu recursos durante 11 anos do governo do PT. Ele lembrou que a obra que pretende ser a solução para o caótico tráfego na capital foi promessa de campanha do presidente Lula, em 2002, e nas campanhas posteriores. Nenhuma obra foi realizada neste período.

“O presidente Lula no primeiro mandato prometeu liberar os recursos do metrô e até hoje nada. Na véspera das últimas eleições, foram anunciados recursos para o metrô, Anel Rodoviário e BR-381. Você pode enganar uma, duas ou três vezes, mas não engana para sempre. O povo está acompanhando, as lideranças estão acompanhando e sabem que são apenas promessas vazias jogadas ao vento”, afirmou o deputado.

União concentra recursos

O deputado estadual Rômulo Viegas

O deputado Rômulo Viegas protestou contra mais um anúncio da presidente Dilma para o metrô de Belo Horizonte e mostrou a cronologia do descaso com a obra que, desde 2002, não conta com recursos do governo federal. Rômulo Viegas afirmou ainda que a concentração de recursos em poder da União, deixa estados e municípios reféns dos investimentos federais.

Veja cronologia da obra do metrô de BH

“Lamentamos profundamente o descaso com Minas Gerais. O governo federal trata municípios e estados como verdadeiros vassalos, se julgando donos do dinheiro público. A União com uma arrecadação estratosférica de R$ 1,5 trilhão e os estados e municípios com pires na mão dependendo de mais recursos da União. Além das obras de infraestrutura, temos problemas na saúde, na segurança e educação”, disse.

O deputado Vander Borges afirmou que a capital mineira merecia muito mais do que foi anunciado pela presidente Dilma. 

“Pelo tamanho do estado de Minas Gerais e pela grande arrecadação do governo federal, merecíamos mais que R$ 2,5 bilhões, sendo que a metade em empréstimos. Com a arrecadação concentrada na União, o que vamos ver será a falência múltipla dos estados e municípios brasileiros. Temos apenas um ente federado mandando. Esta mudança tem de ocorrer e o povo brasileiro tem de se manifestar.”

 

 

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