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Governistas não comparecem à comissão da ALMG após divulgação de dívida com IPSM

6 de Fevereiro de 2018

Na véspera da reunião, integrantes da Comissão de Segurança Pública visitaram o Instituto de Previdência dos Servidores Militares para conhecer a situação financeira orçamentária e administrativa do órgão (Fotos Ricardo Barbosa/ALMG)

Um dia após a divulgação do valor da dívida do Estado com o Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM) – que já ultrapassa a marca de R$ 2,8 bilhões -, deputados da base governista na Assembleia Legislativa de Minas Gerais não compareceram à primeira reunião ordinária da Comissão de Segurança Pública em 2018.

No encontro, marcado para a manhã desta terça-feira (06/02), os deputados Sargento Rodrigues (PDT) e João Leite (PSDB), do bloco de oposição, pediriam providências para o calote que o governo está dando no Instituto.

“Tínhamos na pauta vários requerimentos, pedidos de providência e de realização de audiência pública para cobrar dos secretários Helvécio Magalhães (Planejamento) e José Afonso Bicalho (Fazenda) uma solução para este calote. Também convidaríamos o presidente do Conselho de Administração do IPSM, coronel Helbert Figueiró. Com a ausência dos deputados da base, os trabalhos da Comissão ficaram prejudicados e teremos que adiar a aprovação do requerimento para esse debate”, afirmou Sargento Rodrigues.

O calote de Fernando Pimentel nos servidores militares foi divulgado na segunda-feira (05/02), durante visita de membros da Comissão de Segurança ao Instituto. Segundo o diretor do órgão, coronel Vinícius Rodrigues de Oliveira Santos, a dívida refere-se à retenção dos repasses das contribuições patronais, em atraso desde outubro de 2016. “É uma dívida gigantesca e a Comissão tem que reagir. Não podemos ficar calados. Nós precisamos ter uma reação e a Assembleia tem que impor o seu poder fiscalizador, como também o de exercer controle do Executivo”, disse Rodrigues.

CPI

O deputado afirmou que um pedido de CPI com cerca de 20 assinaturas já está em andamento na Assembleia Legislativa. Ele lembra que o não repasse dos recursos ao Instituto afeta diretamente a saúde dos policiais e bombeiros militares em todo o Estado. Inúmeros convênios com hospitais, laboratórios e clínicas que atendem os servidores e seus familiares estão sendo cortados por falta de pagamento do governo do PT.

Veja abaixo a fala do deputado Sargento Rodrigues na comissão de Segurança Pública:

Fonte: Bloco parlamentar Verdade e Coerência