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Depois de atrasar e escalonar vencimentos, Pimentel anuncia parcelamento do 13º salário

7 de dezembro de 2016

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Em alguns casos, o pagamento do benefício será concluído com três meses de atraso. Trata-se da destruição de mais um legado das gestões tucanas, que inclui ainda a extinção do Prêmio por Produtividade

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Nesta terça-feira (07/12), os mineiros assistiram a mais um triste capítulo do desastre administrativo a que o governo de Fernando Pimentel, do PT, está submetendo Minas Gerais. Depois de atrasar e escalonar os vencimentos dos servidores estaduais, desta vez o governador petista anunciou que o 13º salário devido ao funcionalismo do Estado.

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, apenas a metade do 13º salário será creditada no dia 22 de dezembro. Para quem ganha até R$ 6 mil, a segunda parcela só será paga no dia 24 de janeiro de 2017. Já quem ganha acima deste valor, só receberá o restante no dia 24 de março de 2017 – portanto, com defasagem de três meses.

No mesmo ato, o governo petista divulgou que os servidores estaduais continuarão a receber seus salários com atraso e de forma escalonada em 2017.

Para tirar o foco de mais essa notícia negativa para os servidores estaduais, Pimentel decretou a “calamidade financeira” do Estado. Trata-se de medida que, na realidade, dá ao governador poderes para descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, cujo cumprimento à risca foi um dos legados deixados pelas gestões do PSDB e aliados.

Governo petista também não pagou Prêmio por Produtividade

Além do atraso de salários e do parcelamento do 13º, o governo petista extinguiu a política de estímulo à meritocracia dos servidores criada nas gestões tucanas e, com isso, acabou também como Prêmio por Produtividade, espécie de 14º salário que era pago aos servidores ante o cumprimento de metas pré-estabelecidas.

Desde que foi criado, na gestão do tucano Aécio Neves, o Prêmio por Produtividade pagou mais de R$ 2,4 bilhões a milhares de funcionários que fizeram jus à remuneração extra. O bônus foi reconhecido pelo Banco Mundial como uma das melhores práticas de gestão do mundo, pois, além de premiar a meritocracia, contribuiu para melhorar os serviços prestados aos cidadãos.

“O PT levou Minas a um estado de calamidade política”, diz Domingos Sávio

“O fato é que a gastança e da ineficiência do governo petista desequilibraram as finanças estaduais e destruíram importantes conquistas alcançadas pelos servidores estaduais durante as gestões tucanas”, afirma Domingos Sávio, presidente do PSDB-MG, destacando que a prática de atraso, escalonamento e parcelamento dos vencimentos e do 13º salário, que tinha sido extinta no governo do tucano Aécio Neves (2003-2010), foi ressuscitada pelo governo do petista Fernando Pimentel.

Para Domingos Sávio, o que ocorre em Minas é que, a calamidade financeira que o governador agora decretarefleta a calamidade política que o PT promoveu no Estado. “Além da ineficiência administrativa do PT, temos um governador acuado pelas várias denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, que o deixaram sitiado e praticamente sem condições de governar”.

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