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Debate confronta dois caminhos: a continuidade do caos e a reconstrução de Minas

19 de setembro de 2018

 

Na noite desta terça-feira (18/09), o candidato ao governo do Estado pela Coligação Reconstruir Minas, Antonio Anastasia, participou de debate realizado pela TV Alterosa, em Belo Horizonte. Anastasia confrontou a situação caótica vivida pelo Estado, resultante da desastrosa administração petista, e propôs reconstruir o Estado e resgatar a credibilidade de Minas Gerais perante os demais estados da federação, em favor da prosperidade e dignidade dos mineiros.

Anastasia mostrou com muita clareza a situação dramática do Estado e a total afronta do governo com os servidores e com as prefeituras. “Hoje há um desrespeito com os servidores, porque a escala de pagamento que é publicada, muitas vezes, não é cumprida. Lamentavelmente, os servidores ficam sem receber e sem fazer o seu planejamento. Mas o problema não é só dos servidores, é também das prefeituras que não estão recebendo em dia os repasses constitucionais. Vamos ter que trabalhar bastante, de maneira muito firme, com energia e criatividade para colocar novamente o Estado nos trilhos do desenvolvimento. E para juntos reconstruirmos Minas Gerais”, afirmou.

Defendendo o legado de seus anos de trabalho em favor de Minas Gerais enquanto governador, o candidato da Coligação Reconstruir Minas pediu aos mineiros que comparem as administrações reiterando que, em seu tempo, o Estado cumpria o seu papel. “As pessoas conhecem e comparam de maneira muito simples o que foi o meu governo e o que é o governo agora. Pergunte aos prefeitos, pergunte ao funcionário público, ao professor, ao policial, o que aconteceu no meu período de governo? A perfeita regularidade de todos os serviços públicos e o que acontece agora é o caos. O que o Estado está fazendo é uma maldade com os servidores, uma maldade com as prefeituras, uma maldade com o cidadão”.

Fundo do poço
Anastasia questionou o fato de o governo atual descontar no contracheque dos servidores públicos as parcelas de empréstimos consignados e não repassar o dinheiro para os bancos, como deveria. “É inacreditável a posição do atual governo, que consegue reter os pagamentos que são descontados nos contracheques e deveriam ser repassados aos bancos, tornando essas pessoas devedoras, inadimplentes, negativadas no crédito e no SPC. Isso é muito grave”, destacou.

“Enquanto os nossos adversários estão aqui falando de bilhões, eu me preocupo com você, que é servidor público e que está faltando centenas de reais, dezenas, ou poucos mil reais para ter seu salário em dia. É essa preocupação com o servidor, com suas famílias, com os militares, com os professores, que nós devemos ter de modo humano”, completou Anastasia.

Exemplo de austeridade
Questionado sobre uma redução da máquina pública em favor do equilíbrio fiscal no Estado, Anastasia relembrou medidas tomadas em 2013 e afirmou que, em um eventual novo governo a partir de 2019, será necessário, mais do que nunca, uma equipe enxuta e que dê o verdadeiro exemplo de austeridade no uso do dinheiro público.

“Em 2013, tivemos o início de uma crise no Brasil, graças ao governo desastroso da ex-presidente Dilma. Naquele momento, aqui em Minas tivemos medidas de economia. Nós reduzimos secretarias, cargos comissionados, fizemos uma redução bastante drástica nas despesas do Estado. A situação hoje é ainda mais grave, só de cargos em comissão, o governo atual aumentou em 20% o que encontrou em 2014. Temos que reduzir o tamanho da máquina administrativa, não só para fazer economia, mas, sobretudo, para dar exemplo à população, sem tirar nenhum direito adquirido do servidor”, reforçou Anastasia.

Educação 
Anastasia falou também sobre a necessidade de recuperar a qualidade do ensino em Minas, que no passado já ocupou posições mais honrosas no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo.

“É muito importante observar que nós tivemos dois primeiros lugares e um quarto lugar no Ideb e hoje temos um 12º e um 9º lugar. Nós podemos fazer essa mudança novamente. Temos que voltar com os programas que nós fizemos, como o Programa de Intervenção Pedagógica, o Poupança Jovem, o Reinventando Ensino Médio e diversos outros. O que temos de fazer de fato é prestigiar os servidores, pagar o salário em dia e fomentar a qualidade na educação, que é fundamental para a formação do capital humano do nosso Estado”, assegurou.