Você está em:
IMPRIMIR

Após 3 anos de resultados negativos, Contagem tem saldo positivo de quase mil novos postos de trabalho em abril

2 de junho de 2017

Durante sua campanha à prefeitura, a geração de empregos foi uma das preocupações de Alex de Freitas

Desde sua campanha à prefeitura, a geração de empregos foi uma das preocupações de Alex de Freitas

Após três anos com mais demissões que contratações, Contagem foi o segundo município de Minas que mais ofereceu emprego

selogestaotucana

Em abril, Contagem foi responsável por 6,5% do saldo positivo de empregos com carteira assinada em Minas Gerais. Foram 6.293 admissões, a maioria nos setores de serviços (2.413) e comércio (2.326). Resultado das parcerias firmadas pela prefeitura para capacitação profissional e a reformulação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Geração de Renda. Após oito meses desempregada, Aline da Silva Rocha, de 25, assumiu uma vaga de analista comercial em uma empresa instalada no bairro Icaivera.

Desde 2014, Contagem vinha fechando o mês de abril no vermelho na diferença entre o número de admissões e o de desligamentos em postos de trabalho. Neste ano, o saldo foi de 969 trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 6,5% do registrado em Minas (14.818). Foi o segundo município mineiro com maior saldo, atrás apenas de Belo Horizonte (1.748). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho Emprego.

Após um desempenho ruim na geração de emprego e renda nos últimos três anos, os números do primeiro quadrimestre de 2017 (janeiro a abril) também são positivos em Contagem. Foram 24.615 novas admissões com carteira assinada e saldo positivo de 297. O desempenho do município acompanha o cenário nacional. Em abril, o número de contratações foi maior que o de demissões no Brasil, gerando o saldo de 59.856 vagas após 22 meses de saldo negativo no país.

O secretário Municipal de Trabalho e Geração de Renda, Fredim Carneiro, ressalta que o bom resultado neste início de ano mostra que Contagem está no caminho certo para retomar o crescimento econômico. “A geração de empregos depende de uma série de fatores macroeconômicos, portanto, estamos contribuindo diretamente para isso quando investimos na ampliação do atendimento ao trabalhador, oferecendo cursos de capacitação para geração de renda e fazendo parcerias com empresas para encaminhá-lo ao mercado de trabalho”, disse.

Fim da angústia

Tecnóloga em logística, Aline da Silva Rocha estava desempregada desde setembro de 2016. No mês passado ela foi encaminhada pelo Sine/Contagem para trabalhar em uma transportadora do bairro Icaivera. Inicialmente, Aline foi selecionada para uma vaga de auxiliar de logística. Mas ela foi surpreendida com uma colocação em um posto com melhor remuneração, de analista comercial.

Os meses de angústia, ansiedade e preocupação por estar desempregada ficaram para trás. “O atendimento do Sine foi excelente. Visualizei a vaga, me enquadrei no perfil e rapidamente recebi a carta de encaminhamento. No tempo que eu fiquei desempregada distribuí currículos e fiz algumas entrevistas, mas só após a passagem pelo Sine deu certo. Estou muito feliz e espero seguir carreira na empresa, pois estou gostando muito da área comercial”, comemora Aline.

Parcerias

Desde 2014, Contagem estava fechando postos de trabalho. Nos últimos três anos o saldo negativo entre admissões e demissões foi de 28.139. O pior ano foi 2015, quando houve 11.781 desligamentos a mais que contratações. Uma das políticas públicas responsáveis pela guinada em 2017 são as parcerias firmadas pela prefeitura com a iniciativa privada para capacitação profissional, sobretudo no setor de serviços. Em abril, o saldo positivo no município foi maior exatamente neste setor (527 novos trabalhadores com carteira assinada).

“O desafio de continuar revertendo esse quadro é enorme, pois o país enfrenta um momento de crise política e econômica, mas é preciso trabalhar com prioridades, integrado com todos os setores da prefeitura e pensando principalmente no trabalhador, que procura no poder público as condições para ser inserido ou reinserido no mercado. O resultado do primeiro quadrimestre dá ânimo para continuarmos nessa linha”, afirma o secretário de Trabalho e Geração de Renda, Fredim Carneiro.

Desde o início do ano, foram encaminhados para o primeiro emprego em Contagem, por meio do Programa Menor Aprendiz, 60 pessoas de 14 a 21 anos. Também são oferecidos pelo Centro de Formação do Trabalhador de Contagem (Cefort) cursos de corte e costura, informática, mecânico de motocicleta, eletricista predial e cabeleireiro.

“Além de facilitar o ingresso no mercado de trabalho, é fundamental estimular o trabalhador para produzir sua própria renda neste momento em que o país enfrenta o desemprego. Desse modo, a economia local gira e um profissional que começou na informalidade tem a capacidade de montar o seu próprio negócio”, destaca o secretário-adjunto Municipal de Trabalho e Geração de Renda, Alvimar Paiva.

O Sine-Contagem foi reformulado. Além da implantação da senha eletrônica, o setor de captação de vagas teve a capacidade aumentada. O atendimento passou por reestruturação, gerando mais agilidade e conforto para o usuário. Mais funcionários foram treinados para a emissão de Carteira de Identidade, passando de 40 para 200 unidades por dia. Carteiras de Trabalho passaram a ser emitidas nas oito regionais, aumentando a liberação do documento em 20%, de janeiro a maio.