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Confira nota do Bloco de Oposição na ALMG sobre novo indiciamento de Pimentel

15 de setembro de 2016

Nota à imprensa

Indiciado pela segunda vez pela Polícia Federal em investigações da Operação Acrônimo, Fernando Pimentel mancha a reputação dos mineiros, levando mais uma vez o nome de Minas Gerais para a página policial dos principais jornais do país. Nessa quinta-feira (15/09), o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, autorizou a PF indiciar o petista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um esquema de liberação de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empreiteiras.

No primeiro semestre deste ano, o governador de Minas já havia sido indiciado e denunciado criminalmente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em esquema para favorecer a montadora CAOA no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que era comandada por Pimentel e à qual o BNDES é vinculado.

Para os deputados do bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas, as investigações devem seguir com o rigor para que as denúncias sejam esclarecidas e que os culpados sejam punidos. “Confiamos no trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e no da Justiça. É lamentável que mineiros tenham no comando do Estado alguém que responda por tão graves acusações”, afirmou o deputado Gustavo Corrêa (DEM), líder do bloco Verdade e Coerência.

Além de Pimentel, as investigações também envolvem o nome de sua esposa Carolina Oliveira, de membros do alto escalão do governo de Minas e de seu amigo, Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, suspeito de ser o operador do esquema. O novo indiciamento traz ainda o nome de Marcelo Odebrecht, a quem foi atribuída prática de corrupção ativa num esquema em que Pimentel é acusado de receber vantagens indevidas para facilitar a liberação de financiamentos do BNDES a projetos da Odebrecht em Moçambique e na Argentina.

Leia também: Polícia Federal indicia governador Fernando Pimentel, do PT, e Marcelo Odebrecht por esquema de corrupção no BNDES