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Balanço desmente imagem de gestora eficiente da presidente Dilma

16 de dezembro de 2011

A presidente Dilma concentrou esforços no primeiro ano do mandato para estancar a crise política que derrubou sete ministros – seis envolvidos em denúncias de irregularidades. Como consequência, houve adiamento da votação de projetos de interesse da sociedade e despencaram os investimentos necessários para melhorar a infraestrutura brasileira. Essa é a conclusão de balanço apresentado pelo líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP). “Do ponto de vista gerencial, Dilma está menos eficiente do que o ex-presidente Lula.”

Conforme mostrou o deputado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), promessa de campanha da petista, tem dificuldade em executar os recursos disponíveis. De um total de R$ 40,9 bilhões autorizados para 2011, apenas 16,9% (R$ 6,9 bilhões) foram efetivamente pagos até 12 de dezembro. O governo desembolsou R$ 16,6 bilhões em restos a pagar de exercícios anteriores. Desde o lançamento do projeto, em 2007, só R$ 79,4 bilhões foram pagos do valor de R$ 137,3 bilhões autorizados. Os dados foram levantados pela Assessoria Técnica do PSDB.

Em contrapartida, as despesas correntes cresceram 11,8% até novembro, em comparação com igual período de 2010. O valor passou de R$ 655,3 bilhões para R$ 732,8 bilhões. O cenário, segundo o tucano, ocorre por causa da quantidade atual de ministérios e secretarias: 39, considerando o Banco Central.

O balanço destacou ainda o cenário econômico atual. Conforme dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB), no acumulado até setembro, foi de 3,2% – abaixo das estimativas do governo de 5%. Assim, o Brasil caiu seis posições no ranking dos países que mais crescem no mundo, ficando em 30º. E a produção industrial reduziu 0,8% no último trimestre, numa comparação o trimestre anterior.

Ainda este ano, a implantação do trem-bala não decolou; o Exame Nacional do Ensino Médio voltou a apresentar problema, com o vazamento de questões; nenhuma das grandes concessões de rodovias federais saiu do papel; o governo aprovou o Regime Diferenciado de Licitações, que afrouxa as regras da Lei de Licitações. Para piorar, a maior parte das obras da Copa ainda nem começou. A previsão é que os gastos com o evento aumentem R$ 2 bilhões.

PERDA DE PODER AQUISITIVO

Inflação – Deve terminar o ano acima do teto da meta do Banco Central, de 6,5%.

Salário mínimo – Aprovação do valor de R$ 545 interrompeu ciclo de 16 anos de ganhos reais.

Imposto de Renda – O reajuste da tabela do Imposto de Renda de 4,5%, abaixo da inflação, também onerou o bolso do trabalhador.

Arrecadação em alta – De janeiro a outubro, a arrecadação federal somou R$ 794,3 bilhões, crescimento, em termos reais, de 12,2% em comparação com igual período de 2010.

Juros elevados – O ano termina com a Selic em 11%. Brasil tem a maior taxa do mundo.

PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

A redução dos investimentos teve reflexo imediato em promessas da presidente, segundo o balanço:

Minha Casa, Minha Vida – Em 2011, apenas 0,79% de R$ 14,7 bilhões autorizados foi pago.

Luz para Todos – 0,27% do orçamento estimado foi realmente desembolsado.

Política Nacional sobre Drogas – Planalto empenhou só 16,37% de R$ 33,5 milhões.

Unidades Básicas de Saúde – 9,42% dos R$ 565 milhões foram aplicados.

Unidades de Pronto Atendimento – Previsão de R$ 271 milhões, mas só 7,66% foram pagos até novembro.

ProJovem – Foram alocados apenas R$ 478,4 milhões de R$ 1,2 bilhão.

Pronaf – De R$ 2,1 bilhões previstos, R$ 1 bilhão foi pago.

Fonte: Diário Tucano