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Antecipação da cobrança de ICMS sufoca empresas

1 de Março de 2016

Decreto que antecipa cobrança do ICMS foi publicado no sábado, dia 27 de fevereiro, e já está em vigor

souza.cruz_

As empresas, que recolhiam o imposto até o dia 9, agora têm que efetuar o pagamento até o dia 2, para alguns produtos específicos, e no dia 5 para as demais empresas

Após penalizar a população de Minas Gerais, no início deste ano, com a alta do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de dezenas de produtos, como energia elétrica, material escolar, de construção e até medicamentos, entre outros, o governo de Fernando Pimentel, do PT, acaba de anunciar mais um “presente” para as empresas instaladas no Estado: a antecipação da cobrança do ICMS.

As empresas, que recolhiam o imposto até o dia 9, agora têm que efetuar o pagamento até o dia 2, nos casos dos distribuidores de gás canalizado, empresas de telefonia,distribuidores de energia elétrica e indústrias de bebidas, de fumo e indústria de lubrificantes ou de combustíveis, e até o dia 5 para as demais empresas.

E mais essa surpresa nada agradável do governo do PT já está em vigor. A mudança foi publicada no Minas Gerais, diário oficial do Estado, no último sábado (27/02), por meio de decreto, e já está em vigor desde hoje (1º/3).

“Todo esse apetite fiscal do governo Pimentel é para cobrir o rombo causado pelas gastanças e pelo inchaço da máquina administrativa promovido pelo PT desde que o partido assumiu o governo no estado”, afirma o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio. “Os cidadãos e as empresas de Minas estão pagando a conta da ineficiência e incompetência do governo petista”, ressaltou.

A oposição tem denunciado firmemente as gastanças do governo petista, que inclui o aumento de secretarias, o pagamento de supersalários e a promoção de campanhas publicitárias milionárias. Na semana passada, por exemplo, entrou com ação da Justiça pedindo a imediata de anúncio que o governo estadual tem veiculado em horário nobre de rádio e TV para divulgar informações sabidamente falsas.

Enquanto o governo Pimentel não reduz seus gastos, os cidadãos mineiros e as empresas instaladas no estado continuam a pagar a conta.