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Anastasia lamenta ausência de seu oponente em debate de propostas para Minas Gerais

24 de outubro de 2018

O candidato ao governo do Estado pela Coligação Reconstruir Minas, Antonio Anastasia, esteve na TV Alterosa na noite desta terça-feira (23/10) para participar do debate entre os candidatos ao Executivo mineiro. O compromisso previsto para ser um debate, na verdade, se tornou uma sabatina, uma vez que seu adversário Romeu Zema não compareceu à apresentação de propostas para o futuro de Minas Gerais. Durante a entrevista, Antonio Anastasia lamentou a ausência de seu adversário e destacou que os mineiros perderam a oportunidade de fazer uma comparação entre as ideias defendidas pelos candidatos.

“Na realidade, é um desrespeito. Não à minha pessoa, mas ao eleitor, a você que nos assiste. Talvez o candidato Zema esteja temeroso de apresentar-se novamente ao público, tendo em vista o que aconteceu nos outros debates, quando nós mostramos as inconformidades, as incongruências, os absurdos e até aberrações em seu programa de governo. Nós estamos lidando com algo muito sério, estamos lidando com o futuro de Minas Gerais. São 21 milhões de mineiros, a economia do estado, a geração de empregos, a educação e a saúde. Portanto, eu lamento muito”.

Os jornalistas dos Diários Associados fizeram diversos questionamentos ao candidato da Coligação Reconstruir Minas sobre os desafios e propostas para a saúde, segurança pública, mobilidade urbana, sensibilidade e competência técnica e política para governar o Estado, além de alternativas para contornar a crise econômica.

Antonio Anastasia explicou de forma objetiva suas propostas para reconstrução do Estado, caso eleito, e refutou propostas de privatização das empresas que fazem parte do patrimônio de Minas. “Não é passando uma régua sobre tudo o que temos e do nosso patrimônio, vendendo nossas empresas, que nós vamos sair dessa situação. Não. É com trabalho, com criatividade, com parceria, trazendo ao nosso lado a sociedade civil, os empresários, os trabalhadores, a academia, os servidores e o povo mineiro para um governo muito inovador e muito criativo, que eu terei de conduzir, se eleito for, a partir de janeiro”.

Ele completou ainda que irá governar ao lado de uma equipe técnica, enxuta e com disposição para enfrentar a crise com criatividade. “Tenho dito muito que vamos fazer uma administração totalmente técnica, com secretários de origem técnica. Mas vamos fazer mais, vamos basear a administração em algo inovador no Brasil. Vamos basear nossas políticas públicas nos ciclos da vida. Programas destinados à infância, adolescência, juventude, à idade adulta e aos idosos para que os programas não se sobreponham. Se nós adotarmos esse modelo inovador, vamos economizar e otimizar recursos. Eu tenho certeza que com as novas ideias que teremos, com a criatividade necessária, nós vamos avançar em Minas e sair da situação trágica em que nos encontramos”, explicou.

Boa política
A crise política vivida no país foi apontada por Anastasia como motivo de desgosto para muitos brasileiros e brasileiras, mas destacou que é preciso ponderar que existe a boa política e que esta é essencial em nosso dia a dia.

“Nós não podemos achar que todo político é equivocado ou errado. A política é importante, é necessária e tem de ser feita por pessoas de bem para servir a comunidade, servir os cidadãos e conseguir, claro, bons resultados para o interesse público. Conseguir o desenvolvimento, o emprego, a boa  educação e todas aquelas políticas públicas tão necessárias para o desenvolvimento. Eu digo que a política é uma função humana e nós não podemos demonizar toda política”, frisou.
Anastasia reforçou que Minas Gerais precisa sim de uma administração inovadora, mas chamou a atenção para que os mineiros não se iludam com aqueles que se dizem novos, mas que agem de acordo com práticas antigas e ainda não têm experiência na administração pública.

“Nosso adversário é candidato de um partido que se diz novo. Mas ele próprio já vem adotando práticas antigas. Ele abandonou seu candidato presidencial ainda no primeiro turno. No segundo turno, correu para fazer alianças com políticos que ele próprio diz que são da velha política. E agora, temos a notícia de que ele foi muitos anos filiado ao antigo PR, um dos partidos mais tradicionais que integram o famoso Centrão. Evidentemente, essas práticas demonstram que ele não é novo”, argumentou.

Anastasia aproveitou a oportunidade para mostrar que as propostas de seu oponente, que deseja privatizar o setor da saúde, a educação, as universidades e a segurança, serão uma tragédia para Minas Gerais. “Nós passamos quatro anos sofrendo com o desgoverno Pimentel. Imagine vocês, mais quatro anos de tentativas, de inexperiência, de dificuldades, de falta de preparo. O que será de Minas Gerais daqui a oito anos? Essa reflexão que eu peço muito a vocês. Falo aqui com vocês, pedindo olho no olho, mais do que um voto, pedindo o sentimento de confiança pelo amor que tenho a Minas Gerais”, finalizou.