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Antonio Anastasia e Geraldo Alckmin se reúnem com empresários mineiros

30 de julho de 2018

O candidato ao Governo de Minas Antonio Anastasia e o pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin participaram, nesta segunda-feira (30/07), de encontro com cerca de 700 lideranças empresariais que fazem parte do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Durante a abertura do encontro, o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, convocou a classe empresarial a participar ativamente do processo de retomada do crescimento do Brasil, refletindo e escolhendo bem os próximos governantes. “Convido a todos vocês a se engajarem, de fato, em uma campanha por um Brasil mais justo, onde quem gera, quem produz e quem cria riqueza seja respeitado. Onde o governo não desconfie de nós. Isso é fundamental. Tenho certeza que os senhores trarão esperança para essa audiência. Desejo boa sorte ao nosso pré-candidato Geraldo Alckmin”.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ressaltou que o país tem uma indústria diversificada e que o desafio do próximo presidente da República é manter uma agenda competitiva internacionalmente, reduzindo o chamado custo Brasil e retomando a entrada de investimentos. “O Brasil ficou caro, o automóvel no Brasil custa duas vezes e meia mais que um carro nos Estados Unidos. O Brasil é hoje um país caro que perdeu a competitividade, saiu das grandes cadeias de produção do mundo e está voltado apenas ao mercado interno com baixa poupança e baixo investimento. O país perdeu a capacidade de investimento”, afirmou Geraldo.

Reformas 
De acordo com o ex-governador de São Paulo, para que o país de desenvolva, algumas reformas serão essenciais e citou a reforma política, tributária e previdenciária. “Uma reforma política para reduzir o numero de partidos, partidos mais programáticos, com fidelidade partidária, disciplina, voto distrital ou distrital misto. O que aconteceu que o Brasil enfraqueceu? As corporações tomaram conta dos partidos e isso é fruto do voto proporcional. Como alguém vai ser votado em 853 municípios mineiros? Como fazer uma campanha no Estado inteiro?” , questionou Geraldo Alckmin.

Em relação ao recolhimento de tributos, Alckmin afirmou que o Brasil não trata seus cidadãos de forma justa. “O Brasil é mais que um país desigual, é um dos países mais injustos do mundo. Injusto na maneira como arrecada os recursos e como os devolve. O mundo tributa consumo, renda e patrimônio. O Brasil é consumo, consumo e consumo. Quem ganha pouco paga muito mais”, destacou reforçando a necessidade de uma reforma tributária séria.

E Alckmin continuou, “o Brasil virou o país da regra e não do resultado. Temos uma cultura que precisa ser mudada: desburocratizar, simplificar, estimular a atividade empreendedora. Os jovens querem ser empreendedores, precisamos criar essas condições para que eles possam crescer. Precisamos de uma reforma política, tributária, previdenciária e uma reforma do Estado”, sinalizou Alckmin ao falar sobre como a simplificação do Estado pode contribuir para desenvolvimento do país. “Se nós tivermos o rumo certo, vai ter investimento no Brasil, nós vamos suar a camisa, não tem mágica, tem trabalho e perseverança”, afirmou ainda.

Origem mineira
Geraldo Alckmin reforçou os laços que tem com Minas Gerais e garantiu que, caso eleito, dará o tratamento devido que o Estado não teve nos últimos anos por parte do governo federal. “Não apenas pelas minhas origens, o meu avó é mineiro, mas Minas é um Estado que vai ter por justiça, se Deus quiser, a maior parceria com o governo federal. Minas é um dos estados que tem tamanho de um país e o governo federal tem uma enorme dívida aqui. Seja na infraestrutura, aqui citado a BR-381, como questões sobre a revitalização do Rio São Francisco, do IPHAN, pois temos aqui grande parte dos patrimônios da humanidade. O nosso compromisso é fazer justiça e trabalhar junto com Minas Gerais”.

Alckmin exaltou ainda que, para que haja uma harmonia entre União e o Estado, o nome de Anastasia como próximo governador de Minas será a melhor opção para os mineiros. “Eu dei minha pequena contribuição para convencer o Anastasia a ser candidato ao governo. Eu disse: Anastasia se a coisa tivesse uma maravilha você estava liberado. Você é um grande senador, vai fazer falta no Senado Federal, mas é exatamente por estar em uma situação difícil que nós todos precisamos de você”.

O candidato ao governo de Estado de Minas Gerais pelo PSDB, senador Antonio Anastasia, afirmou que a pré-candidatura de Geraldo Alckmin tem duas importantes dimensões para os mineiros. “A primeira é a dimensão nacional. O Geraldo é, de longe, o candidato que tem condições de dar ao Brasil o que necessitamos, hoje, de modo emergencial que é o ambiente amigável para o desenvolvimento dos negócios e empreendedorismo. Em segundo, temos a dimensão regional, ele tem compromisso com Minas, o que é imprescindível, porque não tivemos a convergência política necessária que há 30 anos não existe. Não tivemos a sensibilidade do governo federal para o segundo Estado da federação. Tenho certeza que, a partir do próximo ano, esses tempos serão passado. Com Geraldo na Presidência, se assim desejarem os brasileiros e em especial os mineiros, e por ventura se a mesma sorte nos sorrir, nós teremos uma convergência que será fundamental”, apontou Antonio Anastasia.

Fórum
Compõem o Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais entidade como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL BH); Associações Comerciais e Empresariais (Federaminas); Federação das Indústrias (Fiemg); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs); Centro Industrial e Empresarial (Ciemg); Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio); Federação da Agricultura (Faemg); Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg); Federação das Empresas de Transporte de Carga (FETCEMG) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae MG).

Fonte: Assessoria do senador Anastasia