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Alex de Freitas anuncia Bolsa Moradia para famílias das ocupações de Contagem William Rosa e Marião

27 de junho de 2017

Prefeito Alex de Freitas fala aos jornalistas durante coletiva

Prefeito Alex de Freitas fala aos jornalistas durante coletiva

selogestaotucana

Após negociação, no domingo (25/6), entre a Prefeitura de Contagem, a Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab-Minas) e representantes dos moradores das ocupações William Rosa e Marião, ficou acertado que as 432 famílias das duas invasões vão receber bolsa moradia no valor de R$ 450, cada, em forma de aluguel social. Os moradores continuam sendo cadastrados para que seja feita a reintegração amigável de posse dos dos terrenos, como determina a Justiça.

A solução foi anunciada nesta segunda (26/6) pelo prefeito Alex de Freitas (PSDB), em entrevista coletiva na sede da Prefeitura de Contagem. Também participaram o secretário-adjunto municipal de Habitação, Reinaldo Oliveira, o presidente da Cohab-Minas, Alessandro Marques, e o líder comunitário da William Rosa, Lacerda Santos.

O pagamento do aluguel social será feito durante 18 meses, até que as 432 moradias populares sejam construídas por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. “A cidade conta hoje com pelo menos dez terrenos aptos a receber habitações populares. Nesse momento, estamos fazendo estudos e consultas, inclusive com a Caixa Econômica Federal e aos empreendedores privados, para que possamos definir esse local”, afirmou o prefeito.

Alex de Freitas salientou que as análises desses terrenos do município também serão importantes para sanar o déficit habitacional da cidade, de cerca de 11 mil moradias, ressaltando falhas, nos últimos anos, nos programas habitacionais da prefeitura. “Temos uma política fracassada na área habitacional e estamos trabalhando em conjunto com os governos do estado e federal para sanar essa distorção, inserindo essas pessoas na sociedade de forma digna”, disse.

Segundo Lacerda Santos, os moradores do William Rosa aceitaram a proposta democraticamente. “Nós preferíamos o acordo dito inicialmente, que era nossa transferência para um terreno. O bolsa moradia foi uma saída, mas gera insegurança devido à crise econômica, mas foi decidido em assembleia e vamos acatar”, destacou.

A expectativa é que a decisão judicial seja cumprida o mais breve possível e que os moradores do William Rosa desocupem a área até 15 de julho.