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Aécio participa de reunião com direção da Cemig e bancada mineira para discutir leilão de usinas

16 de agosto de 2017

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou, nesta quarta-feira (16/8), em Brasília, de reunião dos parlamentares da bancada mineira no Congresso e a diretoria da Cemig para discutir uma saída financeira que permita à empresa continuar operando as hidrelétricas de Jaguara, São Simão e Miranda, que têm leilão previsto para mês que vem.

Aécio e toda a bancada federal de Minas assinaram um manifesto em favor da Cemig. O documento será apresentado em ato público marcado para sexta-feira na Usina de São Simão, no Triângulo Mineiro.

A reunião foi realizada na 1ª vice-presidência da Câmara dos Deputados e contou com a presença do diretor-presidente da Cemig, Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, e de deputados e senadores de diferentes partidos.

O senador explicou que uma das saídas a ser apresentada ao governo federal é a obtenção de um financiamento junto ao mercado financeiro para que a Cemig pague o valor que a União espera arrecadar no leilão. As usinas representam cerca de 50% do parque gerador da Cemig no Estado.

Ouça entrevista do senador Aécio Neves: 


Leia íntegra da entrevista:

Há hoje, na verdade, uma grande mobilização política de Minas Gerais, acima dos partidos, para defender os interesses da Cemig. O que se construiu foi uma proposta técnica, a meu ver, extremamente positiva, tanto para a Cemig, nessas circunstâncias, quanto para o governo federal. Na verdade, o governo tem expectativa de em um leilão, que seria realizado agora em setembro, arrecadar algo em torno de R$ 11 bilhões. Todos nós temos dúvidas em relação a este valor já que há ainda uma insegurança jurídica grande para as próprias empresas investidoras.

Estamos propondo uma negociação no valor abaixo desses R$ 11 bilhões, onde a Cemig, com apoio do governo e de um pool de bancos, possa ir ao mercado financeiro, eventualmente ao próprio BNDES, e dando como garantia a própria renovação da concessão dessas usinas e obviamente os seus rendimentos possa buscar esses recursos, algo em torno de oito a R$ 9 bilhões e esses recursos a serem pagos ao governo federal, que conta com eles inclusive para alcançar a meta que pré-estabelecida de déficit.

Portanto, o que estamos propondo é que a Cemig fique com esses ativos que são seus. Só estamos correndo esse risco hoje em razão do desatino, do grande equívoco de uma medida provisória editada pela presidente Dilma, a 579, em 2012, que impediu que a Cemig renovasse concessões de usinas a que ela tinha direito contratual. Pois bem, isso passou, mas agora nós estamos unidos para que indo aos bancos a Cemig possa fazer face àquilo que coloca o governo e ao mesmo tempo preserva para si esses ativos que representam algo em torno de 50% do seu parque gerador. É um bom negócio para ambas as partes e foi sobre isso que conversei com o presidente o ontem.

Leia também: Aécio Neves leva ao presidente Temer proposta para Cemig manter hidrelétricas de Jaguara, São Simão e Miranda