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Aécio Neves destaca contraste entre construção de nova agenda pelo PSDB e paralisia do governo federal

7 de novembro de 2011

PSDB reúne especialistas para discutir o cenário econômico e social em seminário no Rio de Janeiro

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) disse em entrevista, nesta segunda-feira (07/11), que o PSDB inicia a discussão de uma nova agenda para o Brasil, em contraste com a paralisia do governo federal. A declaração foi dada esta manhã, antes do início do seminário “A Nova Agenda – Desafios e Oportunidades para o Brasil”, promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), no Rio de Janeiro. O senador lembrou que a agenda aplicada atualmente no País foi construída nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Para antagonizar com o imobilismo crônico desse governo, o PSDB inicia um processo de discussão da nova agenda. Vamos falar da questão econômica e de políticas sociais, iniciar um processo de discussão da nova agenda dos próximos 20 anos do Brasil. A agenda em curso hoje é a proposta pelo PSDB lá atrás, a partir de 1994, com o processo que vem desde a estabilidade econômica, com o Plano Real, as privatizações, o Proer, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o programa de Saúde da Família, na área da saúde, com os genéricos. Enfim, a construção que está sendo aplicada hoje é a que o PSDB propôs. A política macroeconômica, com metas de inflação, com câmbio flutuante, com superávit primário. Não teve nada de novo. O governo do PT é o governo do imobilismo”, disse.

Para Aécio, o governo federal não teve coragem de enfrentar as grandes questões que o Brasil precisa discutir. Ao invés disso, preferiu aproveitar altos índices de popularidade e o bom momento da economia internacional.

“O atual governo perdeu uma oportunidade extraordinária. Seis anos do mandato do presidente Lula de prosperidade econômica internacional, com altíssima popularidade, uma ampla base de apoio, e a agenda de reformas pendente é a mesma deixada no governo Fernando Henrique. Por mais que o momento de prosperidade econômica desses anos tenha feito, por um lado, bem ao Brasil, com a expansão da nossa economia, com geração de empregos e de renda, por outro fez muito mal ao governo. Porque o governo surfou nos índices de popularidade, como se essa tivesse sido uma conquista sua. Na verdade, foi do ambiente econômico, muito favorável. E se considerou isento de fazer as grandes intervenções que precisavam ser feitas. O PT abdicou de ter um projeto de país, e o PSDB, inclusive, até com sua responsabilidade histórica, e em razão desse vácuo que está aí, vai iniciar um processo de, novamente, pensar o Brasil”.

Gestão Pública

Aécio Neves também afirmou que o partido deve mostrar à população que a gestão pública de qualidade possui grande impacto social, ao contrário do aparelhamento do Estado. O senador lembrou o seu governo em Minas Gerais (2003/2010), quando uma série de avanços sociais foi possibilitada com o Choque de Gestão, baseado na premissa de que o Estado deve gastar menos com ele próprio para investir mais no cidadão.

“O tema da gestão pública de qualidade, por exemplo, que as pessoas consideram distante da população, não é. Em Minas mostramos que não é. Não há nenhuma medida de maior alcance social que a boa aplicação do dinheiro público. Vamos fazer isso em contraponto com o que está acontecendo aí, com esses desvios. O governo hoje é refém de uma armadilha que ele próprio montou, este aparelhamento absurdo da máquina pública, imobilizado pelas pressões da base, sem poder de iniciativa alguma em relação às grandes questões. É um governo que é reativo. Para usar um termo que a presidente gosta muito de usar: o malfeito para este governo só é malfeito quando vira escândalo. Antes de virar malfeito, está bem feito”, alertou Aécio, lembrando a série de denúncias que assola o governo federal.

O seminário

O seminário é dividido em duas partes principais: uma econômica e outra social. Na primeira delas, os economistas Armínio Fraga, Pérsio Arida, Armando Castelar e Gustavo Franco discutiram o cenário econômico atual, sob a coordenação de Mônica De Bolle. Na sequência, Edmar Bacha comandou a discussão sobre o nosso panorama social, com as participações de Simon Shwartzman, André Medici, Cláudio Beato e Marcelo Caetano.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso farão o encerramento o evento, aberto pelo presidente do ITV, Tasso Jereissati.

Fonte: Assessoria de imprensa do senador Aécio Neves