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Senador Aécio Neves defende retomada das atividades no país

30 de maio de 2018

O senador Aécio Neves defendeu, nesta terça-feira (29/05), após a reunião da bancada do PSDB no Senado, a retomada da normalidade das atividades no país, em razão da paralisação iniciada pelos caminhoneiros há nove dias e que ainda mantém bloqueios de rodovias no país. Em Minas Gerais, o prejuízo estimado à economia já chega a R$ 7 bilhões, segundo cálculos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“Estamos atentos e mobilizados às justas reivindicações que os caminhoneiros apresentam, mas é hora de retomarmos a normalidade das atividades. É fundamental que os hospitais voltem a funcionar na sua plenitude, que as escolas retomem as aulas e que as mais variadas atividades da nossa economia, que geram renda e emprego, também tenham a sua normalidade garantida”, afirmou o senador.

O agronegócio de Minas Gerais, que responde por quase 14% do PIB do agronegócio nacional, é um dos mais impactados pela paralisação.

“As perdas na cadeia do agronegócio são incalculáveis. Temos discutido intensamente aqui no Senado Federal, inclusive com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, sobre as razões do aumento, a nosso ver exagerado, dos combustíveis”, disse Aécio.

O ministro da Fazenda participou nesta terça-feira de uma audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Infraestrutura (CI), para explicar aos senadores sobre as medidas que o governo adotou para atender as reivindicações feitas pelos caminhoneiros.

Nessa segunda-feira (28/05), o Senado aprovou o pedido de urgência para o projeto de lei que zera até o final do ano a cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Foram votadas seis medidas provisórias, o que liberou o Plenário para tratar de soluções para a crise.

Petrobras

Aécio Neves ressaltou que é preciso relembrar que a Petrobras vem da maior crise de toda a sua história, gerada durante o governo do PT. Em seis anos, o valor de mercado da Petrobras foi reduzido de R$ 737 bilhões, em 2008, para R$ 135 bilhões em 2014. Entre as causas apontadas para a crise da estatal está compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006, que causou prejuízo de US$ 1 bilhão. A operação aconteceu durante o governo Lula, quando a ex-presidente Dilma era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da Petrobras.

“Precisamos ter a memória muito atenta às razões de todo esse desequilíbrio que a Petrobras viveu ao longo dos últimos anos, e ainda vive, hoje em razão de uma política desastrosa do governo anterior. A Petrobras se transformou na empresa mais endividada de todo o mundo, fora o setor financeiro, com perdas que agora vêm sendo recuperadas”, declarou o senador.

Fonte: Assessoria do senador