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Sob Dilma Rousseff, Brasil abrigou embaixador do Sri Lanka acusado de torturar e matar 40 mil civis

30 de agosto de 2017

dilma.itv

Em mais uma face da conhecida “diplomacia petista”, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff autorizou, em 2015, a permanência do embaixador do Sri Lanka no Brasil, Jagath Jayasuriya, acusado de cometer crimes de guerra e de ter matado mais de 40 mil civis durante a guerra civil do país asiático, em 2009. Apesar de a acusação responsabilizar Jayasuriya pela matança, tortura e o estupro sistemático de prisioneiras pelas forças de segurança, Dilma recebeu as credenciais e ele ficou no Brasil por dois anos sem ser incomodado.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ex-general foi nomeado embaixador no Brasil em agosto de 2015 e chegou ao país em novembro do mesmo ano. Segundo o jurista espanhol Carlos Castresana-Fernandez, o Brasil poderia não ter recebido as credenciais do embaixador, declará-lo ‘persona non grata’ ou requerer ao país de origem que sua imunidade diplomática fosse retirada. No entanto, nenhuma das alternativas foi adotada pela petista.

Para o deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), não causa estranheza o apoio do PT a ditadores e guerrilheiros, já que faz parte da história do partido. No entanto, na avaliação dele, a tal “diplomacia petista” com líderes e governos ditatoriais é “gravíssima” e deve ser rechaçada de qualquer forma.

“Não é de se estranhar essa forma de conduzir as coisas do PT. Não é o primeiro criminoso internacional que fica no Brasil sob a proteção deles. O próprio PT protege criminosos internacionais afora e faz ainda muita apologia a esse tipo de crime. Não é diferente de um criminoso como [Nicolás] Maduro e do tratamento que eles deram ao Iraque, por exemplo”, disse.

De acordo com a reportagem, Castresana-Fernandez reuniu-se ontem com um representante do Ministério Público Federal (MPF) para pedir ao Brasil que solicite a prisão preventiva do ex-general, mas Jayasuriya deixou o posto no Brasil e partiu para o Sri Lanka no domingo (27/8), véspera da reunião no MPF.

O tucano afirmou ser inaceitável que países democráticos como o Brasil aceitem a presença de criminosos e pediu providências urgente em relação à situação de Jayasuriya.

“O Brasil do PT teve relacionamentos com países comunistas, ditadores, guerrilheiros, criminosos durante muito tempo. Não é nenhuma novidade. Agora, depois de mais de um ano da saída de Dilma, não podemos seguir com essa situação gravíssima. Temos que tomar todas as atitudes cabíveis, respeitando os tratados internacionais, mas não podemos mais ter essa pessoa no nosso meio, vivendo em solo brasileiro com toda tranquilidade diante de tantos crimes cometidos”, avaliou.

O jornal revela que, como chefe das Forças de Segurança de Vanni, Jayasuriya comandou as ofensivas do final da guerra, em 2008 e 2009, no norte do Sri Lanka. Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) “o quartel general das forças de segurança para o Vanni, comandado na época pelo general Jayasuriya, era um dos principais campos onde os detentos eram sujeitos a interrogatórios e frequentemente torturados”.

A ONU afirma ainda que o mesmo quartel era palco de violência sexual e acusa as forças comandadas por Jayasuriya de bombardear intencionalmente hospitais e zonas de segurança para civis.

Fonte: PSDB