História

30 de abril de 2016

1984

O governador Franco Montoro, o prefeito Mário Covas, o senador Fernando Henrique Cardoso e o deputado Dante de Oliveira, junto com outros democratas do Brasil, lideraram um movimento popular e pacífico pela redemocratização do país.

No dia 25 de janeiro de 1984, um comício na Praça da Sé, em São Paulo, reúne 300 mil pessoas e deflagra uma campanha em favor da aprovação da emenda constitucional que reestabeleceria as eleições diretas no Brasil.

A emenda, de autoria do deputado Dante de Oliveira, no entanto, acabou derrubada em uma sessão da Câmara dos Deputados no dia 25 de abril, apesar de ter recebido 298 votos a favor e apenas 65 contra. Faltaram 22 votos para que o quórum mínimo fosse atingido.

1985

Após a derrota da emenda Dante, os principais líderes da campanha Diretas Já decidiram lançar a candidatura do mineiro Tancredo Neves à Presidência da República pelo antigo MDB. Para isso, Tancredo teve de se submeter ao Colégio Eleitoral, composto em sua maioria por deputados e senadores do PDS, partido que dava sustentação ao regime militar.

Embora a eleição fosse indireta, Tancredo percorreu o país novamente em busca do apoio popular. E, graças a uma dissidência de integrantes do PDS que formaram a Frente Liberal, acabou eleito em 15 de janeiro, encerrando 20 anos de uma ditadura militar que havia se instalado no país em 1964.

Tancredo morreu antes de tomar posse, mas as forças democráticas novamente se mobilizaram para garantir que seu vice, José Sarney, assumisse o governo.

1986

É instalada a Assembleia Nacional Constituinte. Mário Covas, então eleito senador pelo PMDB, comanda os trabalhos na elaboração da nova Constituição, que iria consolidar os direitos e garantias individuais e sociais, iniciar o resgate da dívida social e assegurar a democracia plena.

Na época, Covas contou com a colaboração dos senadores Afonso Arinos, Fernando Henrique e José Richa e dos deputados Euclides Scalco, José Serra e Pimenta da Veiga. Eles e mais outros fundariam o PSDB dois anos depois.

1988

O PSDB nasce a 25 de junho, “longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas, para fazer germinar novamente a esperança”.

O partido ainda está se constituindo, mas disputa as eleições municipais de 15 de novembro, elegendo 18 prefeitos no país. Entre eles, Pimenta da Veiga em Belo Horizonte e Ademir Lucas em Contagem (MG).

1989

O país realiza a primeira eleição direta do país, após o fim do regime militar. Candidato à presidência, o senador Mário Covas afirma que “é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança”. Também defende um “choque de capitalismo” para reformar o país. Não consegue passar para o segundo turno e anuncia seu apoio ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que acaba derrotado pelo ex-governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, eleito pelo nanico PRN.

1990

Apesar das tentativas de cooptação do então presidente Fernando Collor, o PSDB se mantém distante do Planalto, dando seu apoio no Congresso apenas ao que fosse favor dos brasileiros.

Aumenta sua bancada para nove senadores e elege 38 deputados federais e 67 estaduais em 19 estados. No Ceará, Tasso Jereissati elege seu sucessor, Ciro Gomes.

1992

O PSDB elege 293 prefeitos, 207 vice-prefeitos e 3.274 vereadores em todo o país – um crescimento de 1.500%.

Diante das denúncias de corrupção que atingem o governo Collor, o PSDB participa ativamente da campanha pelo impeachment do então presidente da República.

Após o afastamento de Collor, os tucanos trabalharam para garantir a governabilidade do novo presidente Itamar Franco. Fernando Henrique assume o comando do Ministério das Relações Exteriores.

1993

À frente do Ministério da Fazenda, Fernando Henrique, com uma equipe de economistas ligados ao PSDB, começa a elaborar o Plano Real.

No plebiscito sobre a forma de governo do Brasil – presidencialismo, parlamentarismo ou monarquia – o partido defende o parlamentarismo, que está em seu programa de fundação. Mas a maioria dos brasileiros opta por manter o presidencialismo.

1994

O Plano Real entra em vigor em 1º de julho, acabando com anos de hiperinflação e especulação financeira, recuperando o poder aquisitivo dos trabalhadores e a confiança dos brasileiros num país mais justo, rico, generoso e solidário.

Diante do sucesso do plano econômico, Itamar lança a candidatura Fernando Henrique à Presidência da República. Numa aliança com o PFL, Fernando Henrique é eleito presidente no primeiro turno, com mais de 34 milhões de votos (54,28%)

O partido elege também os governadores de São Paulo, Mário Covas; Rio de Janeiro, Marcello Alencar; Minas Gerais, Eduardo Azeredo; Pará, Almir Gabriel; Sergipe, Albano Franco; e Ceará, Tasso Jereissati.

No Congresso, a legenda elege nove senadores e 62 deputados federais.

1996

O PSDB elege os prefeitos de Cuiabá, Teresina, Goiânia e Vitória. No total, são 910 prefeitos e 6.744 vereadores em todo o país.

1998

Fernando Henrique é reeleito presidente, novamente, no 1º turno, com mais de 35 milhões de votos (53,06%).

O PSDB reelege os governadores Mário Covas (SP), Tasso Jereissati (CE), Almir Gabriel (PA), Dante de Oliveira (MT) e Albano Franco (SE). Em Goiás e no Espírito Santo, saem vitoriosos das urnas, Marconi Perillo e José Ignácio Ferreira, respectivamente.

O partido conduz ao Congresso Nacional quatro senadores e 99 deputados federais.

2000

O PSDB elege quatro prefeitos de capitais – Vitória, Boa Vista, Teresina e Cuiabá, além de 983 prefeitos e 7.690 vereadores.

2002

O partido se consagra, pela terceira vez consecutiva, nos governos de São Paulo, Ceará e Pará; reelege, em Goiás, Marconi Perillo e elege os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves; Paraíba, Cássio Cunha Lima; e Rondônia, Ivo Cassol.

Para as eleições presidenciais, o PSDB lança o nome do ex-ministro José Serra, que obtém mais de 33 milhões de votos e fica em segundo lugar.

2003

Ao subir a rampa do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, o novo presidente, anuncia a manutenção do Plano Real, das privatizações e da política econômica do governo Fernando Henrique, embora o PT tenha sido oposição a todas essas medidas durante as duas gestões de FHC.

Incorpora, ainda, os cinco mais importantes programais sociais de Fernando Henrique, consolidando-os no programa Bolsa Família.

O governo anuncia também a reforma da Previdência, à qual era contrário e que só foi aprovada graças aos votos das bancadas do PSDB na Câmara e Senado.

2004

Nas eleições, o PSDB ganha, pela terceira vez consecutiva, as prefeituras de Teresina (PI) e Cuiabá (MT). José Serra ganha a prefeitura de São Paulo, e Beto Richa, em Curitiba (PR). São eleitos 6.566 vereadores.

2006

Pelo PSDB, José Serra é eleito governador de São Paulo – o partido administra o estado desde 1995. O partido ainda elege os governadores Ottomar de Souza Pinto, em Roraima; Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul; Aécio Neves, em Minas; Beto Richa, no Paraná; Cássio Cunha Lima, na Paraíba; Ivo Cassol, em Rondônia; e Teotonio Vilela Filho, em Alagoas. O partido também conduz ao Congresso Nacional, 66 deputados e 14 senadores.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, concorre à presidência da República e fica em segundo lugar, com mais de 37 milhões de votos.

2008

O PSDB reelege os prefeitos de Cuiabá (MT) e Teresina (PI), pela quarta vez consecutiva, e de Curitiba. Elege também o prefeito de São Luís (MA), além de 790 prefeitos e 5.897 vereadores em todo o país.

No auge da crise financeira internacional, o presidente Lula anuncia a intenção de enviar o texto integral do Proer para ensinar o presidente dos EUA, George W. Bush, a enfrentar a quebradeira generalizada dos bancos. O PT sempre foi oposição ao Proer.

2009

Em sessão solene no Senado, com a presença do ex-presidente Fernando Henrique e de membros de sua equipe econômica, o PSDB comemora 15 anos de vigência do Plano Real.

2010

Geraldo Alckmin é eleito para um novo mandato de governador em São Paulo. Em Minas, Antônio Anastasia dá continuidade ao terceiro mandato dos tucanos no estado. Beto Richa se elege no Paraná; José de Anchieta Júnior em Roraima, e Teotônio Vilela Filho, em Alagoas. Siqueira Campos vence no Tocantins e Marconi Perillo, novamente, em Goiás. Simão Jatene retorna ao governo do Pará.

O partido elege 6 senadores e 53 deputados federais

Numa votação histórica, Aloysio Nunes Ferreira elege-se senador por São Paulo, com 11 milhões de votos.

José Serra é indicado pelo partido às eleições presidenciais e conquista mais de 43 milhões de votos, ficando em segundo lugar.

2012

O PSDB comemora o 24º aniversário de fundação, em junho.

No dia 1º de julho, o Real atinge a maioridade e comemora seu 18º ano de criação.

GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO– 1994/1998 e 1998/2002

A frente da Presidência da República, Fernando Henrique Cardoso moderniza a economia com as privatizações, a transferência do monopólio da Petrobras para a União, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Proer e o Fundef.

A privatização da Telebras “socializou” as telecomunicações. Hoje, o celular pré-pago é o verdadeiro “endereço digital” dos cidadãos.

A transferência do monopólio do petróleo para a União permite à Petrobras a formação de “joint ventures” que levará, posteriormente, à descoberta da camada do Pré-sal.

A LRF contribui para sanear as finanças dos estados, que se encontravam falidos, sem dinheiro até para a folha de pagamento dos seus funcionários.

O Proer impõe o saneamento financeiro dos bancos, que vão enfrentar, com tranquilidade, a crise financeira internacional de 2008.

O Fundef, ao final do segundo mandato de FHC, será responsável pelo ingresso de 97% das crianças entre sete e 14 anos no ensino público.

Fernando Henrique cria cinco programas que iniciam o resgate da dívida social e a inclusão social das camadas mais carentes da sociedade: Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Vale-Gás, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o Programa para Jovens em Situação de Risco.

Pela primeira vez, os idosos com mais de 67 anos, portadores de deficiências e inválidos passam a receber um salário mínimo mensal.

Numa campanha comandada pelo então ministro da Saúde, José Serra, o Brasil consegue na Organização Mundial do Comércio (OMC) e Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento ao direito de quebra de patentes de medicamentos em caso de pandemias. O país também se torna referência internacional na produção de medicamentos genéricos.

Com um crescimento de 86% no consumo, o frango chega à mesa dos mais pobres.