Editorial: É nosso aniversário, a reafirmação da Democracia

30 de abril de 2016

Hoje, 25 de junho, o PSDB completa 32 anos. Nascido durante a Constituinte de 1988, firmaram como fundadores do partido lideranças e militantes do mais largo espectro político. Como dizia André Franco Montoro, todos se uniram para, longe das benesses oficiais e perto do pulsar das ruas, termos um partido que pudesse escrever com letras da ética e da esperança o Estado Democrático de Direito para o Brasil.: uma nova Constituição. Escrevemos.

Agora, 32 anos depois, surge um movimento que busca na experiência das Diretas Já de 1984 o seu lema e a sua bandeira: Direitos Já, e nas realizações lideradas pelo PSDB desde então a defesa intransigente da democracia, pela ação política. Amanhã, sexta-feira, 26, um amplo espectro de pessoas da mais diversa formação política, se reúne numa conferência virtual para defender a democracia no Brasil contra os frequentes ataques às instituições da República Federativa do Brasil.

É certo que há participantes que defendem o regime de Maduro, outros que defendem regimes totalitários existentes, mas isso não impede que a participação seja livre, e que venham, em boa hora, cerrar fileiras a favor da democracia. É certo que Lula, quem sabe porque não será a estrela, não virá. Mas a lista de quem apoia essa frente dá um imenso peso à iniciativa. Perde ele e seu partido, como perdeu ao não assinar a Constituição de 1988 – apesar de participar de sua formulação.

Dois inquéritos no STF, um que trata da produção e financiamento das fake news e ameaças aos integrantes da Corte, e outro que apura exatamente a organização dessas manifestações antidemocráticas, devem arrefecer os ânimos de brasileiros defensores de regimes de direita, antidemocráticos, que não prezam a democracia.

Em tempos de pandemia, usar a videoconferência para lançar um grande movimento juntando muitos é a melhor alternativa, a mais segura para todos em tempos da covid-19.

Partidos e lideranças de (quase) todos os matizes confirmaram a presença na videoconferência, como o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo. Valorizando a história da democracia pós-constituinte, ex-presidentes da República, ex-candidatos à Presidência da República, confirmam presença virtual.

Organizações religiosas, sociais, de profissionais, também estarão virtualmente presentes, assim como membros de várias importantes instituições públicas e privadas. Movimentos políticos que surgiram nas redes sociais e em manifestos públicos como o “Basta!”, “Estamos Juntos” e “Somos 70%”, assinam a pauta.

Trata-se, portanto, de um movimento político com o foco de preservar a nossa democracia brasileira, de apenas – assim como o PSDB – 32 anos de existência sob a égide da Constituição Cidadã comandada por Ulysses Guimarães Nessa hora não deixemos que nossas diferenças se transformem em “nós contra eles”, alimentando a política do ódio, e que sejam arquivadas no caminhar para a frente as velhas mágoas.

Neste mesmo novo tempo, jovens e novas lideranças vão se associando ao movimento. Inclusive de Sérgio Moro a pessoas incógnitas que têm participado ativamente da luta contra o retrocesso, apegado a um passado que não volta mais, buscam por um futuro que tire o país desse atraso em relação a um novo mundo que se apresenta a cada vertiginoso momento à nossa frente.

É um momento de construção, momento nascido na incerteza, mas positivo. O PSDB Mulher apoia.

PSDB-Mulher
Data do Editorial: 25/06/2020