Saúde para a saúde e para a economia e paz para os políticos: isto é o que o Brasil precisa

30 de abril de 2016

Nem é preciso descrever em detalhes as dificuldades do momento por que passa o nosso país. Todos nós, brasileiros, estamos imersos em um drama humano de dimensões gigantescas. Não bastasse a gravidade da questão da Saúde Pública, com a pandemia, como consequência já se vislumbra o aprofundamento da crise econômica da qual ainda nem de perto enxergávamos uma melhora. Crise na qual estamos desde 2015. Mais do que longa, tem sido uma fonte inesgotável de extinção de empregos e de perspectivas para nossa juventude.

Além disso, em um campo em que eu milito há muito anos, o da Política – com maiúscula, o que presenciamos é a continuidade da polarização inaugurada nos tempos do “eles contra nós”. Infelizmente, este é mais um dado da conjuntura que não apresenta novidade, só trocou de roupagem. Agora é a ideia de um suposto mito combatendo moinhos paranoicos, tanto quanto eram imaginários os de Dom Quixote, ainda que a comparação possa, com razão, parecer muito injusta à obra literária.

Na Saúde e na Economia, os remédios são receitas complementares. Uma coisa se soma à outra e, inevitavelmente, passa pela superação da posição dos liberais, que o Estado abra o caixa e libere todos os recursos possíveis e impossíveis. Não há outro caminho. Na Câmara, e em seguida no Senado da República, os projetos já começam a ser aprovados. Inicialmente com limites impostos pelo Executivo, felizmente rompidos pela habilidade de parlamentares experientes como meus colegas Eduardo Barbosa e Rodrigo Maia.

Na Política, porém, o remédio é de outra natureza. É preciso que se exercite o encontro da paz e da harmonia. Caminho difícil, dado tantos anos de polaridade entre os extremos. Distanciamento cuja maior vítima são os brasileiros. Para sintetizar estas reflexões em forma de propostas, deixo aqui uma pequena plataforma cuja pretensão nada mais é que encontrar soluções. É a este objetivo a que sempre me dediquei. Construir pontes. Tarefa afeita aos engenheiros que este humilde advogado, com letras e não números, tem a pretensão de alcançar.

Plataforma como saída para a crise e harmonização dos Poderes da República:

Artigo publicado originalmente no Estadão